Categoria: Eventos e textos psicanalíticos

17th
jan

Em psicanálise, uma forma de definir o falo é qualquer símbolo com função imaginária de suturar[1] nossas faltas existenciais. Freud descobriu que o pênis, órgão corporal masculino, tem para crianças de ambos os sexos, a função privilegiada de um falo.

Esta significação do pênis como falo é, obviamente, determinada pela cultura, o que significa dizer que não se trata de um mero acaso que as coisas tenham se arranjado assim. Em uma sociedade matrilinear e não patrilinear como é nossa, o falo bem poderia estar do lado feminino sendo, por exemplo, os seios intumescidos de leite ou o útero.

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13th
out

O ser humano não é só, ainda que o seja também, um animal. Se de um lado ele está determinado por seus imperativos biológicos (necessidade de se alimentar e de se hidratar, de dormir e de procriar, de defecar e de urinar), o homem busca também transcender sua própria existência. Em uma linguagem bíblica, o homem almeja ser à imagem e semelhança de Deus.

Este seu anseio de transcendência e de superar a si mesmo é um exercício de potência realizadora que o impele sempre em direção a ser o melhor que ele pode em cada situação. Em poucas palavras, o ser humano necessita dar sentido à sua existência e anseia por uma vida de sentido, pelo menos, quando está saudável. Para Simone de Beauvoir “o Homem prefere razões de viver à vida em si mesma”. 

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18th
jul

download (9)Estão abertas as inscrições para os grupo “Estudos sobre o feminino: leituras comentadas de textos freudianos e outros autores”.

Objetivos

I) Compreender, dentro de uma perspectiva histórica-cultural, os desenvolvimentos teóricos freudianos a respeito do feminino, nascido de sua escuta flutuante.

II) Estudar outros autores psicanalíticos que fizeram acréscimo ao tema, bem como acompanhar o desenvolvimento da temática em obras literárias em que a problemática do feminino seja desenvolvida pelo autor.

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6th
jun

O ato de procriar nos animais que têm seu comportamento sexual definido unicamente pelo instinto não é um problema moral. O que significa dizer que ele está fora do âmbito da escolha.

Mas o mesmo não acontece com os seres humanos, em que o ato de procriar inscreve-se – ou pelo menos deveria inscrever-se –  na problemática moral da escolha. Porque verdadeiramente desejo dar a vida a alguém é uma questão com à qual o ser humano minimamente inscrito na cultura deveria se debater em algum momento de sua vida.

Nesse sentido, será meu propósito neste texto, resgatar o que Freud postula a respeito do ato procriador nos seres humanos, a partir de suas reflexões no texto “Sobre o narcisismo: uma introdução” e mostrar como aquilo que ele coloca lá, e que está implicado no ato procriador, costuma estar radicalmente recalcado no âmbito da cultura.

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22nd
ago

images* Palestra proferida no dia 28 de março de 2016 no curso de Psicologia da UNAERP (Universidade de Ribeirão Preto), na disciplina Psicologia do Desenvolvimento Humano II, a convite da Profa. Me. Lilian de Almeida Guimarães.

Gostaria de começar minha fala de hoje com um trecho do romance “O homem sem qualidades” do escritor austríaco Robert Musil, escrito em 1931. Este livro foi considerado um dos maiores romances escritos no século XIX e penso que sua grandiosidade se deve ao fato de o autor ter conseguido captar a essência daquilo que viríamos chamar no século XX de “A era da técnica”.

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16th
mar

imagem-curso-psicanaliseO título que escolhi para minha fala de hoje evoca, para mim, pelo menos dois pontos fundamentais que eu gostaria de refletir com vocês nesta manhã.

O primeiro e mais aparente é: o que é psicanálise e o que ela não é. Ora, se pensarmos que a prática da psicanálise se define pelo seu campo ético, o fazer-se psicanalista não pode vir desacoplado da práxis[1] de psicanalisar alguém. Dito isso, é fundamental que definamos em que consiste o método da psicanálise, diferenciando-o do de outras terapias. Para isso seguiremos o que nos diz Freud em seu sugestivo artigo intitulado “O método psicanalítico de Freud”, escrito em 1903, mas também o paralelo que ele estabelece em um artigo de 1904 entre as diferentes técnicas psicoterápicas.

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4th
mar

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Nos dias 12 e 19 de março haverá um ciclo de palestras intitulado “O trabalho analítico na psicanálise contemporânea” organizado pelo Curso de Pós-Graduação em Psicoterapias de Abordagem Psicanalítica do Centro Universitário Barão de Mauá.

Os palestrantes

São profissionais com larga experiência clínica e acadêmica, mestres e doutores em Psicanálise bem como membros da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. Além disso, todos eles integram o corpo docente do Curso de Pós-Graduação que está organizando o evento.

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18th
jan

download (8)Já estão abertas as inscrições para  Grupos de Estudo em psicanálise com início em 2016!

Por que estudar psicanálise em grupo?

O estudo da psicanálise é árduo e envolve muita dedicação individual. Leituras sistematizadas feitas individualmente são imprescindíveis para aqueles que querem conhecer o método de tratamento e o conjunto teórico criado por Sigmund Freud no final do século XIX. Além disso, é altamente desejável que o interessado tenha tido ou esteja tendo alguma experiência como analisando.

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6th
jan

imagem-curso-psicanalisePara os interessados em aprofundar seus conhecimentos na abordagem psicanalítica:

Estão abertas as inscrições para o curso de pós-graduação em Psicoterapias de Abordagem Psicanalítica do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto.

As aulas acontecem aos sábados, das 8:30 às 12:00 e das 13:00 às 16:00 horas e conta com docentes experientes e qualificados: mestres, doutores e membros da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto.

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5th
jan

downloadMeu objetivo neste texto é elaborar algumas reflexões a respeito do fator monetário na relação terapêutica. Falando mais claramente minha proposta é refletir sobre o modo como o terapeuta lida com o fato de receber dinheiro para cuidar de seus pacientes e de como paga, ou não, o preço pelo gozo que isso lhe traz.

Partirei para tanto de uma primeira imagem, provocadora: um analista se encontra com seu paciente algumas vezes por semana, que podem ser três ou quatro. O paciente se deita em um divã e o analista se coloca o mais confortavelmente possível atrás dele. Ambos estarão envolvidos durante os cinquenta minutos de encontro em uma tarefa altamente libidinal (leia-se prazerosa): associar livremente.

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