Psicologia em Ribeirão Preto

16th
set

images (3)Meu objetivo neste post é explicar da maneira mais clara possível para o público interessado quais são as diferenças entre um psiquiatra e um psicólogo clínico.

Formação acadêmica:

A primeira diferença se refere à formação acadêmica de cada um dos profissionais. Para atuar como psiquiatra deve-se cursar seis anos de Medicina e mais dois ou três de residência em Psiquiatria. Já para atuar como psicólogo, deve-se fazer uma graduação de cinco anos em Psicologia e, em seguida, especializar-se na área e na abordagem escolhida.

 Resumidamente, o psiquiatra é um “médico do corpo” e o psicólogo é um “médico da alma”.

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16th
set

images (3)Explicar de um modo simples e claro quais as diferenças fundamentais entre uma psicoterapia (ou terapia, como se costuma dizer) e uma psicanálise não uma tarefa simples. Mas tal diferenciação é imprescindível pela confusão que costuma gerar entre os leigos e mesmo entre os psicólogos.

Comecemos por definir o que é psicoterapia.

O que é psicoterapia?

Termo “genérico” que corresponde a qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos psicológicos, independente da abordagem teórica utilizada. Em linhas gerais, todas as psicoterapias utilizam como ferramenta principal de trabalho a palavra. Também em linhas gerais, nas psicoterapias estará presente algo que chamamos de sugestão.

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16th
set

images (3)Meu objetivo neste post é explicar da maneira mais simples e clara possível para o leigo o que faz um psicólogo clínico.

Primeiro ponto importante: você não deve confundir o psicólogo clínico com o psiquiatra. Em linhas gerais, o psicólogo conversa. É o que costumo chamar de “médico da alma”. Já o psiquiatra é um “médico do corpo” que utiliza medicações para tratar as desordens mentais. Saiba mais sobre as diferença entre psicólogo e psiquiatra.

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2nd
set

livro ana laura moraes martinezÉ com imenso prazer que compartilho com os meus leitores o lançamento do meu primeiro romance Eu, Clarice, publicado no formato de ebook.

Na romance o leitor poderá acompanhar de perto como a pequena protagonista, acompanhada desde o nascimento até a morte, entrega-se com paixão frente à árdua tarefa que sua mãe lhe delegou: encontrar a luz da verdade.

Em uma narrativa biográfica que acompanha cada momento da vida de Clarice, o leitor pode conhecer, na intimidade dos pensamentos da protagonista, como ela vai costurando as tramas de sua história pessoal bastante trágica.

Nesta busca incessante, a pequena Clarice dá mostras do seu heroísmo na medida em que encontra possibilidade de transformar os escombros de sua realidade familiar trágica em algo com que ela possa sonhar. Nesse sentido, Clarice pode ser cada um de nós com seus dramas internos e suas tragédias pessoais.

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7th
jul

imagesRecebi nos últimos meses alguns pedidos de leitores para que eu comentasse o filme lançado no início do ano “Cinquenta tons de cinza”, baseado no livro de mesmo nome. Confesso que não costumo fazer posts por encomenda, já que a motivação para a minha escrita nasce do desejo, de algo que eu vejo, leio ou escuto e que me intriga gerando uma espécie de “comichão interno” que só passa quando eu me ponho diante da tela do computador e deixo o meu inconsciente trabalhar. E dentro de mim não havia nenhum desejo de ver o filme ou de ler o livro. Mas, pensando um pouco melhor a respeito, fiquei curiosa para saber o que, neste filme, havia atraído tantas pessoas. Por isso decidi assisti-lo e averiguar o que seria capaz de comentar sobre ele.

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20th
maio

downloadAs reflexões que farei a seguir se baseiam no documentário “Sal da Terra” (2015), produzido pelo cineasta Wim Wenders e por Juliano Ribeiro Salgado em comemoração aos quarenta anos de carreira do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado.

Minha proposta é estabelecer um paralelo entre a experiência emocional vivida por Salgado, e que nós vamos conhecendo por meio do que ele escolhe fotografar, e o que acontece em um processo de análise. Em ambos os casos, penso que o que está em jogo não é a capacidade de ver, o que fazemos com o órgão do sentido (olho), mas a condição interna de se enxergar ou não aquilo que vemos.

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4th
maio

downloadNos dias 12, 13 e 14 de maio acontecerá na Universidade Federal de São Carlos um interessante Colóquio sobre Freud: Filosofia e Psicanálise, que está sendo organizado pelo Departamento de Filosofia e Metodologia das Ciências.

Este evento é uma comemoração aos 100 anos da publicação dos escritos metapsicológicos freudianos.

Vejam a programação completa aqui:

O evento contará com participação de psicanalistas e filósofos, estudiosos incansáveis do pensamento freudiano.

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13th
mar

downloadCaro leitor, façamos um exercício imaginativo. Imagine esta cena:

Você está bem velhinho, talvez com 80 ou 90 anos de idade. Todo o seu corpo dói. Ele não responde mais aos seus comandos cerebrais. Você quer que sua perna se movimente rapidamente, mas ela é mais lenta que uma tartaruga. Sua visão é opaca e borrada. Não pode mais enxergar a beleza das flores ou o rosto do seu netinho com nitidez. A única memória que possui da beleza da vida são aquelas que lhe restaram dentro da cabeça, já bastante desmemoriada. Além de tudo, você está apavorado com a proximidade da morte: o maior temor de todos os seres humanos viventes. Ela está para chegar, e o mais terrível é que você não tem a menor ideia de quando ela virá: se hoje, amanhã ou no ano que vem. O seu estado de incerteza é absoluto. Sua audição está péssima. Sente-se o tempo todo mergulhado em uma piscina funda. Não pode mais ouvir o barulho da chuva ou o riso do seu neto ou o canto dos passarinhos, que sempre alegram o coração humano, mesmo daqueles mais amargurados com a vida.

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23rd
jan

imagesEsta semana foi noticiada uma reportagem que eu achei bastante curiosa.

Colônias de férias de crianças estão sendo proibidas, pelos pais, de contarem estórias de medo. O argumento dado por eles, segundo a reportagem, é que este tipo de estória pode traumatizar ou amedrontar as crianças desnecessariamente. O curioso é que, na matéria, o discurso dos pais era corroborado por um dos donos da colônia, que disse:

– É um período de férias, de curtição. Então, a gente só deve falar de “coisas alto-astral, só coisas pra cima” (sic).

O que podemos pensar sobre isso?

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23rd
dez

downloadEm “Os trabalhadores do mar”, de Vitor Hugo, diz o narrador sobre o desespero de Gilliatt, diante do risco de sua própria morte:

            O homem diante da noite reconhece-se incompleto. O céu negro é o homem cego. Com a noite o homem abate-se, ajoelha-se, arrasta-se para um buraco ou procura asas. Quase sempre quer fugir a essa presença informe do desconhecido. Pergunta: O que é; treme, curva-se, ignora; às vezes, quer ir lá. Todo o número é zero diante do infinito. Dessa contemplação solta-se um fenômeno sublime: o crescimento da alma pelo assombro. Mas, este prodígio universal não se realiza sem atritos e os atritos é o que chamamos de Mal. O Mal desconcerta a vida, que é uma lógica. Faz devorar a mosca pelo pássaro e o planeta pelo cometa. O Mal é um borrão na natureza.

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