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	Comentários sobre: A velhice	</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>
		Por: Ayman		</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/a-velhice/#comment-1693</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ayman]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2023 16:28:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acabei de ler o texto, Ana. Parabéns pela honestidade em expor - de forma até certo ponto dura -, verdades difíceis de se declarar acerca de um tema cercado de preceitos morais e éticos. A respeito do sentimento de culpa (sugerido no texto, suponho, como consequência de uma vitimização do velho frente aos filhos) vs. a assunção da solidão radical sem a vitimização (&quot;chantagem&quot;), acredito que nem sempre uma das duas opções parta exclusivamente do &quot;velho&quot;, mas acredito, assim como você, que a questão é fortemente influenciada pela cultura/religião. De outro lado, concordo plenamente com o fato de que se torna impossível, ao menos no âmbito interno do indivíduo, ser um velho otimista.  Talvez a única vantagem da velhice seja o que o Papagaio disse a Alice: &quot;sou mais velho que você, e, por isso, sei mais&quot;, o que, embora não seja uma conclusão inexorável, fato é que, no mais das vezes, a velhice traz uma maior maturidade/sabedoria/experiência, com a contraparte dura de que não poderá ser usada para suprir a mais básica necessidade vital: a satisfação do desejo/vontade. Resta-lhe, nessa fase da vida, um só peso do pêndulo desejo/sofrimento: o sofrimento. &quot;Parece que o fim de toda a atividade vital é um maravilho alívio para a força que a mantém: é o que explica, talvez, essa expressão de doce serenidade espalhada sobre o rosto da maioria dos mortos&quot; (Schopenhauer). No ensaio sobre o arrependimento, Montaigne também admite que a velhice é um fardo: &quot;Na minha opinião é o viver feliz, e não, como dizia Antístenes, o morrer feliz, aquilo que faz a humana felicidade&quot;. E a necessidade de previdência é realmente de suma importância (&quot;Precisa-se então  de grande provisão de estudo e de grande  precaução para evitar as imperfeições que ela nos inflige, ou ao menos para retardar os seus progressos&quot;) , embora não evite a saída do suicídio, seja ativo, seja passivo, como forma de estancar o sofrimento inevitável ainda que frente a todos os recursos disponíveis: &quot;Ao ver a sabedoria de Sócrates e diversas circunstâncias da sua condenação, eu me atreveria a crer que de algum modo ele mesmo a isso se prestou, de propósito, por prevaricação; pois, na idade de setenta anos, se achava tão perto de sofrer o entorpecimento dos preciosos lances do seu espírito e o ofuscamento da sua claridade costumada.&quot; Impos´sível mesmo, portanto, o otimismo frente a uma verdade inquestionável e dura, a de que: &quot;nenhuma alma, ou raríssima, se vê que ao envelhecer não  cheire  a  azedo  e embolorado.&quot; Um abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ler o texto, Ana. Parabéns pela honestidade em expor &#8211; de forma até certo ponto dura -, verdades difíceis de se declarar acerca de um tema cercado de preceitos morais e éticos. A respeito do sentimento de culpa (sugerido no texto, suponho, como consequência de uma vitimização do velho frente aos filhos) vs. a assunção da solidão radical sem a vitimização (&#8220;chantagem&#8221;), acredito que nem sempre uma das duas opções parta exclusivamente do &#8220;velho&#8221;, mas acredito, assim como você, que a questão é fortemente influenciada pela cultura/religião. De outro lado, concordo plenamente com o fato de que se torna impossível, ao menos no âmbito interno do indivíduo, ser um velho otimista.  Talvez a única vantagem da velhice seja o que o Papagaio disse a Alice: &#8220;sou mais velho que você, e, por isso, sei mais&#8221;, o que, embora não seja uma conclusão inexorável, fato é que, no mais das vezes, a velhice traz uma maior maturidade/sabedoria/experiência, com a contraparte dura de que não poderá ser usada para suprir a mais básica necessidade vital: a satisfação do desejo/vontade. Resta-lhe, nessa fase da vida, um só peso do pêndulo desejo/sofrimento: o sofrimento. &#8220;Parece que o fim de toda a atividade vital é um maravilho alívio para a força que a mantém: é o que explica, talvez, essa expressão de doce serenidade espalhada sobre o rosto da maioria dos mortos&#8221; (Schopenhauer). No ensaio sobre o arrependimento, Montaigne também admite que a velhice é um fardo: &#8220;Na minha opinião é o viver feliz, e não, como dizia Antístenes, o morrer feliz, aquilo que faz a humana felicidade&#8221;. E a necessidade de previdência é realmente de suma importância (&#8220;Precisa-se então  de grande provisão de estudo e de grande  precaução para evitar as imperfeições que ela nos inflige, ou ao menos para retardar os seus progressos&#8221;) , embora não evite a saída do suicídio, seja ativo, seja passivo, como forma de estancar o sofrimento inevitável ainda que frente a todos os recursos disponíveis: &#8220;Ao ver a sabedoria de Sócrates e diversas circunstâncias da sua condenação, eu me atreveria a crer que de algum modo ele mesmo a isso se prestou, de propósito, por prevaricação; pois, na idade de setenta anos, se achava tão perto de sofrer o entorpecimento dos preciosos lances do seu espírito e o ofuscamento da sua claridade costumada.&#8221; Impos´sível mesmo, portanto, o otimismo frente a uma verdade inquestionável e dura, a de que: &#8220;nenhuma alma, ou raríssima, se vê que ao envelhecer não  cheire  a  azedo  e embolorado.&#8221; Um abraço</p>
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		<title>
		Por: A velhice - Portal do Envelhecimento		</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/a-velhice/#comment-1687</link>

		<dc:creator><![CDATA[A velhice - Portal do Envelhecimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 12:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[&#8230;] (*)Ana Laura Moraes Martinez – É psicóloga, mestre e doutora pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Trabalha desde 2003 na clínica psicanalítica com adolescentes e adultos. Texto reproduzido do Blog de Psicanálise [&#8230;]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] (*)Ana Laura Moraes Martinez – É psicóloga, mestre e doutora pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. Trabalha desde 2003 na clínica psicanalítica com adolescentes e adultos. Texto reproduzido do Blog de Psicanálise [&#8230;]</p>
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		<title>
		Por: Luiz Gaulia		</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/a-velhice/#comment-1685</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luiz Gaulia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 22:58:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Creio que foi Norbert Elias que aprofundou  a constatação essencial de que &quot;a morte é um problema dos vivos&quot;. E o envelhecer é um lento redemoinho do tempo que nos engole hora após hora e esvazia nossos desejos (como li em outro dos seus textos aqui no blog). Lembrar da morte é reconhecer nossa finitude e cuidar dos idosos é cuidar de si mesmo, com a mesma compaixão que um jovem poderá nos dar lá na frente, num futro envelhecer. Grato por mais este texto Ana. Se não fosse pela psicanálise para darmos conta de ambivalências como essas de um jovem que ficará velho, mesmo que não tenha nenhuma consciência disso no momento presente ou do velho que ainda tem uma chama jovial no coração. Dores do viver. Aprender a viver e a perder a vida. Abraços afetuosos. Luiz Gaulia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Creio que foi Norbert Elias que aprofundou  a constatação essencial de que &#8220;a morte é um problema dos vivos&#8221;. E o envelhecer é um lento redemoinho do tempo que nos engole hora após hora e esvazia nossos desejos (como li em outro dos seus textos aqui no blog). Lembrar da morte é reconhecer nossa finitude e cuidar dos idosos é cuidar de si mesmo, com a mesma compaixão que um jovem poderá nos dar lá na frente, num futro envelhecer. Grato por mais este texto Ana. Se não fosse pela psicanálise para darmos conta de ambivalências como essas de um jovem que ficará velho, mesmo que não tenha nenhuma consciência disso no momento presente ou do velho que ainda tem uma chama jovial no coração. Dores do viver. Aprender a viver e a perder a vida. Abraços afetuosos. Luiz Gaulia</p>
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