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	Comentários sobre: Novas famílias, velhos mitos.	</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		Por: admin		</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/novas-familias-velhos-mitos/#comment-42</link>

		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 20:07:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/?p=354#comment-42</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/novas-familias-velhos-mitos/#comment-41&quot;&gt;Tatiane Ribeiro&lt;/a&gt;.

Cara Tatiane. Antes de mais nada, obrigada pelos comentários. É muito gostoso sentir que um texto meu despertou em você a curiosidade sobre o assunto. 

E você tem razão: as discussões sobre a família homoparental (família formada por dois homens ou duas mulheres) são complexas! Incluvive o meu tema de doutorado, defendido no final de 2011, foi exatamente sobre as famílias homoafetivas!

Em parte, isso se deve ao fato de que no Brasil ainda são raros os casos de adoção legal feita pelos dois membros do casal homoafetivo, já que esta ainda não é uma prática permitida no nosso país (ao contrário de países como o Canadá e França, pioneiros nas questões de família homoparental). Apesar de existirem muitas famílias de homens e mulheres com filhos no Brasil, estas famílias não estão amparadas pela lei e, portanto, não tem visibilidade social. 

Do ponto de vista da Psicanálise, como eu discuti no artigo, é importante que uma criança seja cuidada por um casal (hetero ou homo) que desempenhe funções diferentes e complementares. Quando eu falo em funções, quero dizer não somente do &quot;papel social&quot; de pai ou mãe, mas de funções mentais diferentes - uma mais ligada ao acolhimento e conteção (função materna) e outra ligada à capacidade de ação sobre o mundo (função masculina).

No caso da adoção, como você havia dito, penso que também é importante que a criança adotiva (seja ela adotada por um casal hetero ou homo, não importa) tenha condições de ter acesso à sua história passada, ao modo como chegou ao mundo. Em suma, essa criança deve contar com pessoas capazes de contar a ela como o foi que ela chegou até a aquela família e como foi desejada pelos pais adotivos. Muitas famílias ocultam da criança o fato de ela ser adotiva e isso é um grande erro, já que, como sabemos, o inconsciente registra todas as nossas vivências, desde as intra-uterinas!

Então, eu realmente acho que a adoção é um processo muito delicado e complexo e deve ser realizado com todo o cuidado e orientação e isso se aplicam às famílias em qualquer configuração - monoparental, &quot;heterossexual&quot;, homoafetiva, etc..

Bom, escreva mais sobre o que você pensa sobre a questão. Quem sabe não formamos um grande fórum de discussão sobre o assunto?

Abraços

Ana Laura Moraes Martinez
Psicóloga clínica / Professora Doutora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/novas-familias-velhos-mitos/#comment-41">Tatiane Ribeiro</a>.</p>
<p>Cara Tatiane. Antes de mais nada, obrigada pelos comentários. É muito gostoso sentir que um texto meu despertou em você a curiosidade sobre o assunto. </p>
<p>E você tem razão: as discussões sobre a família homoparental (família formada por dois homens ou duas mulheres) são complexas! Incluvive o meu tema de doutorado, defendido no final de 2011, foi exatamente sobre as famílias homoafetivas!</p>
<p>Em parte, isso se deve ao fato de que no Brasil ainda são raros os casos de adoção legal feita pelos dois membros do casal homoafetivo, já que esta ainda não é uma prática permitida no nosso país (ao contrário de países como o Canadá e França, pioneiros nas questões de família homoparental). Apesar de existirem muitas famílias de homens e mulheres com filhos no Brasil, estas famílias não estão amparadas pela lei e, portanto, não tem visibilidade social. </p>
<p>Do ponto de vista da Psicanálise, como eu discuti no artigo, é importante que uma criança seja cuidada por um casal (hetero ou homo) que desempenhe funções diferentes e complementares. Quando eu falo em funções, quero dizer não somente do &#8220;papel social&#8221; de pai ou mãe, mas de funções mentais diferentes &#8211; uma mais ligada ao acolhimento e conteção (função materna) e outra ligada à capacidade de ação sobre o mundo (função masculina).</p>
<p>No caso da adoção, como você havia dito, penso que também é importante que a criança adotiva (seja ela adotada por um casal hetero ou homo, não importa) tenha condições de ter acesso à sua história passada, ao modo como chegou ao mundo. Em suma, essa criança deve contar com pessoas capazes de contar a ela como o foi que ela chegou até a aquela família e como foi desejada pelos pais adotivos. Muitas famílias ocultam da criança o fato de ela ser adotiva e isso é um grande erro, já que, como sabemos, o inconsciente registra todas as nossas vivências, desde as intra-uterinas!</p>
<p>Então, eu realmente acho que a adoção é um processo muito delicado e complexo e deve ser realizado com todo o cuidado e orientação e isso se aplicam às famílias em qualquer configuração &#8211; monoparental, &#8220;heterossexual&#8221;, homoafetiva, etc..</p>
<p>Bom, escreva mais sobre o que você pensa sobre a questão. Quem sabe não formamos um grande fórum de discussão sobre o assunto?</p>
<p>Abraços</p>
<p>Ana Laura Moraes Martinez<br />
Psicóloga clínica / Professora Doutora</p>
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		Por: Tatiane Ribeiro		</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/novas-familias-velhos-mitos/#comment-41</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tatiane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:11:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E no caso da Adoção?? O questionamento fica ainda mais complexo..]]></description>
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