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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>Por um sentido digno à existência da mulher: reflexões sobre um domingo de Páscoa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2019 16:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[almoço do domingo]]></category>
		<category><![CDATA[Feminilidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Simone de Beauvoir]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O texto aborda a condição feminina naturalmente vinculada à maternidade e ao cuidado com o lar a partir de uma situação vivida pela autora em um almoço de Páscoa</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/por-um-sentido-digno-a-existencia-da-mulher-reflexoes-sobre-um-domingo-de-pascoa/">Por um sentido digno à existência da mulher: reflexões sobre um domingo de Páscoa</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1992 size-thumbnail" src="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2019/04/índice-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />Há uma beleza dolorida na cena que deve ter se repetido em muitos lares do mundo todo neste último domingo de Páscoa: mulheres, por vezes idosas, cansadas e com dores pelo corpo todo, cozinhando para seus filhos, netos e, quem sabe, bisnetos.</p>
<p><span id="more-1991"></span></p>
<p>Com seus tachos e panelas enormes, estas mulheres fazem, com prazer ou não, o que talvez tenha sido a única coisa que lhes foi autorizado fazerem na vida, pelo menos em sua época: parir, cozinhar e alimentar sua prole.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Ouvi de uma delas, que cozinhou para um batalhão de familiares que nem sequer a ajudaram a lavar a louça depois, embora tenham levado farta comida nas famosas “marmitas de mãe” para suas casas ao final do domingo, que, afinal, apesar de exausta, a vida não valia a pena senão por estes raros momentos.</p>
<p>Achei esta sua fala bonita e triste ao mesmo tempo. Bonita por que mostra toda a sua generosidade natural de mulher que sente prazer em doar seu tempo, sua vida, seu corpo e seu esforço físico a alguém que ama.</p>
<p>Triste porque é muito pouco para uma vida ter como único sentido que lhe cabe aguardar pelos almoços de domingo de Páscoa.</p>
<p>Olhando para ela, fiquei pensando quantos talentos esta mulher deixou de descobrir em si; quantas outras possibilidades de realização para além da maternidade e do cuidado da casa lhe escaparam por entre os dedos, seja porque ela não teve coragem de romper com os padrões ou porque acreditou mesmo que isso lhe bastaria.</p>
<p>Toda mulher que já abriu os olhos minimamente para sua condição, tenha ela setenta ou quarenta anos, sabe o quão exaustivo e por vezes frustrante pode ser alimentar uma família de folgados.</p>
<p>Gasta-se muito tempo comprando e preparando o alimento, põe-se a mesa, senta-se, come-se, levanta-se e quase sempre caberá à mulher, às avós, às mães e às filhas quando as houver em casa, retirar a louça, lavar e guardar tudo; dali quatro ou cinco horas, começa-se tudo de novo. Sete dias por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano&#8230;</p>
<p>Para as mais abastadas, para as que tiveram a sorte de estudar e ter uma profissão, livrando-se em parte do grosso do trabalho doméstico, o trabalho sobrará sempre para outra mulher, que cuidará dos nossos filhos, limpará nossas casas, fará nossas comidas e depois repetirá tudo, exatamente tudo, em seus próprios lares, à noite e aos finais de semana, quando já estão absolutamente exaustas e amortecidas pela repetição estéril deste trabalho sem fim.</p>
<p>Simone de Beauvoir dizia que o mais irritante e triste do trabalho repetitivo que se faz no lar é que ele não produz nada, não gera nada de valor para o mundo. Sua única função é lutar inutilmente contra a fatuidade da vida: limpa-se para se sujar de novo; come-se para defecar no minuto seguinte. Luta-se em vão contra a degradação que a própria vida gera para poder continuar a existir.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/por-um-sentido-digno-a-existencia-da-mulher-reflexoes-sobre-um-domingo-de-pascoa/">Por um sentido digno à existência da mulher: reflexões sobre um domingo de Páscoa</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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