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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>Reflexões sobre a relação do terapeuta com o dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2016 08:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dúvidas frequentes sobre o atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos e textos psicanalíticos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meu objetivo neste texto é elaborar algumas reflexões a respeito do fator monetário na relação terapêutica. Falando mais claramente minha proposta é refletir sobre o modo como o terapeuta lida com o fato de receber dinheiro para cuidar de seus pacientes e de como paga, ou não, o preço pelo gozo que isso lhe traz. &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/reflexoes-sobre-a-relacao-do-terapeuta-com-o-dinheiro/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Reflexões sobre a relação do terapeuta com o dinheiro</span></a></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/reflexoes-sobre-a-relacao-do-terapeuta-com-o-dinheiro/">Reflexões sobre a relação do terapeuta com o dinheiro</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2016/01/download.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1702 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2016/01/download-150x150.jpg" alt="download" width="150" height="150" /></a>Meu objetivo neste texto é elaborar algumas reflexões a respeito do fator monetário na relação terapêutica. Falando mais claramente minha proposta é refletir sobre o modo como o terapeuta lida com o fato de receber dinheiro para cuidar de seus pacientes e de como paga, ou não, o preço pelo gozo que isso lhe traz.</p>
<p style="text-align: justify;">Partirei para tanto de uma primeira imagem, provocadora: um analista se encontra com seu paciente algumas vezes por semana, que podem ser três ou quatro. O paciente se deita em um divã e o analista se coloca o mais confortavelmente possível atrás dele. Ambos estarão envolvidos durante os cinquenta minutos de encontro em uma tarefa altamente libidinal (leia-se prazerosa): associar livremente.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quem já viveu esta experiência, seja como paciente ou como analista, sabe a quão prazerosa pode ser uma sessão de análise sobretudo quando as catexias libidinais estão a serviço do trabalho, algo que costuma ocorrer em fases mais adiantadas do trabalho. Diante disso, pergunto: É pertinente estabelecer algum paralelo possível entre o que faz um analista com seu paciente e o que faz a prostituta com seu cliente?</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui façamos uma pausa.</p>
<p style="text-align: justify;">O que faz a prostituta? Ela assume o seu gozo em fazer-se causa do desejo do outro, gozo pelo qual ela cobra um valor. Para o seu gozar, e o gozar do outro, empresta seu corpo por um tempo limitado. Penso que esta profissão, uma das mais antigas da humanidade, é condenada pela moralidade, exatamente porque nela a prostituta tenta realizar a totalidade do gozo sexual incestuoso com o qual o neurótico tanto sonha. Digo tenta porque a realização plena do desejo sexual é da ordem do impossível, embora no inconsciente todos nós ansiemos por ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos mais simplistas: a prostituta realiza aquilo com o qual a dona de casa sonha à noite; sonho que lhe cobra um preço, se for neurótica – o de manter obstinadamente limpa e asseada sua casa, se tiver uma tendência à neurose obsessiva, ou, apaixonar-se castamente pelo novo padre da paróquia, caso tenha uma tendência à histeria. Em termos estruturais, a prostituta tenta realizar perversa ou psicoticamente aquilo com que o neurótico sonha.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. E o psicanalista? Transferencialmente ele também não se empresta todo, ainda que temporariamente, para revestir-se da libido de seu paciente? Só que diferentemente da prostituta, se o psicanalista não é perverso ou psicótico (o que significaria ele vir a ter relações sexuais com seu paciente), ele empresta não o seu corpo, mas a sua mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Que mente é esta que ele empresta como modelo ao seu paciente? Diferentemente da prostituta, o analista sabe, uma vez tendo passado pela castração, que se deve abdicar da ilusão do gozo absoluto, pois isso significaria a morte do eu.  O prazer que ele propõe ao paciente é um prazer sublimado, parcial, que é o único possível ao ser humano inserido na cultura. Trata-se na análise, propriamente, do prazer da fala que representa o ingresso no mundo simbólico. É a isso que Freud se referiu quando dizia que a análise deve se passar em um clima de abstinência de ambos os lados.</p>
<p style="text-align: justify;">O analista, diferentemente da prostituta, sabe-se castrado e, portanto, sabe o quanto é da ordem do impossível o gozo absoluto do qual ele abriu mão no passado, não sem relutância, para poder pertencer à cultura humana. E é este o convite que ele fará ao seu paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pacientes se rebelarão contra isso, negarão sua condição de seres castrados, leia-se, condenados a terem que se satisfazer com prazeres parciais, sublimados, o que significa abrir mão do desejo absoluto e pleno que a criança imagina experimentar na relação sexual incestuosa. Em um texto belíssimo de 1937 chamado “Análise terminável e interminável” Freud concluiu ser este o grande obstáculo à cura da neurose: o paciente se aferrar firmemente à ilusão de tudo poder realizar, de gozar plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, voltemos à questão do dinheiro. O que dinheiro tem a ver com gozo sexual? Tudo. Para a psicanálise, no inconsciente, o dinheiro é uma representação das fezes com as quais, no passado, a criança obteve seu quinhão de prazer anal retendo-as em seu intestino para depois soltá-las com violência e gozo.</p>
<p style="text-align: justify;">Deriva desta associação que existe entre dinheiro e prazer sexual a premissa, fortemente endossada pela cultura, de que acumular dinheiro é pecado, é feio. Seria o mesmo que a criança obstinadamente querer reservar para si todo o prazer que sente com a retenção de suas fezes. O dizer bíblico “é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus” penso que também remeta a esta significação. Por isso eu disse no início que o analista será chamado em seu ofício a responder ao gozo que obtém do benefício financeiro que lhe trazem seus pacientes, em troca do atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre achei muito curioso como a temática do dinheiro é evitada nos currículos de graduação e pós-graduação. Não me lembro de ter tido um professor na universidade que eu sentia tratar com liberdade o fato de que psicólogos devem sim receber dinheiro em troca do trabalho que realizam. É como se ao se adotarmos esta premissa o trabalho perdesse sua “nobreza”, fosse uma espécie de prostituição.</p>
<p style="text-align: justify;"> Parte-se, neste caso, de uma visão ingênua e idealizada da figura do terapeuta que, como um bom filantropo, humildemente dedica-se ao bem do pobre paciente, situação que revela um vínculo assentado em poder e submissão. Acho que nós profissionais da área psi ganharíamos muito mais se pudéssemos fazer uma análise profunda e corajosa das motivações mais inconscientes que nos levam à querem “cuidar” do outro. Mais revolucionário ainda seria se pudéssemos, humildemente, reconhecer que em muitas situações clínicas, se não em todas, o benefício terapêutico do contato com o paciente é igual, senão maior, para nós do que para ele. Afinal, o terapeuta que nunca esteve às voltas com uma questão pessoal que pôde ser melhor compreendida enquanto o seu paciente associava sobre o mesmo problema, que atire a primeira pedra.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez parte do sentimento culposo que ganhar dinheiro neste ofício pode provocar em algumas situações derive exatamente daí. Acabo de me lembrar que certa vez ouvi um músico dizer que ficava muito envergonhado por fazer algo que lhe dava tanto prazer e ainda por cima ganhar dinheiro com isso, situação que revela o quanto a mente humana é frágil para conter sentimentos prazerosos e de gozo.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente que se se fica numa relação parcial com o dinheiro (o dinheiro pelo dinheiro), isso é motivo de análise. Acumular pelo simples prazer de acumular pode significar, no analista, que houve uma fixação ainda não devidamente elaborada nas vivências anais. Mas não é disso que estou falando. Estou falando que o dinheiro proporciona, na sociedade em que vivemos, muitas experiências prazerosas. Viajar, comer bem, morar em um lugar bacana, ir ao cinema e ao teatro; tudo isso e muito mais que o dinheiro pode proporcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, penso que a questão de base pode ser a dificuldade do profissional em assumir-se como alguém que goza com aquilo que o dinheiro lhe proporciona, algo que, como sabemos, faz despertar aspectos invejosos e superegóicos da própria mente e da mente dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, acredito que pode ser uma perda muito grande para a dupla se o analista, por não ser capaz de sustentar em si as turbulências emocionais derivadas deste gozo.</p>
<p style="text-align: justify;">Levando a hipótese de que este tipo de negação, no analista, pode provocar na dupla sentimentos de assepsia e de esterilidade, com tendência ao paciente idealizar o terapeuta como uma pessoa que não come, não defeca, não precisa de dinheiro, não faz sexo e, finalmente, não morre porque tampouco está vivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero ter atingindo o meu objetivo neste texto e refletido sobre o quanto falar o mais aberta e honestamente possível de dinheiro com nossos pacientes pode ser salutar em uma relação de análise. Afinal de contas, tudo o que o paciente mais necessita é sentir que está na sala com outro ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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		<title>O que devo esperar ao final de uma psicanálise?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 08:44:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dúvidas frequentes sobre o atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[alta]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A discussão sobre os &#8220;resultados&#8221; esperados em uma psicanálise é bastante complexa (até mesmo inoportuna) e nos leva a algo ainda mais problemático que é a ideia de cura. O modelo médico não tem problema algum com a ideia de cura. Um órgão ou sistema está doente e é função do médico visar a cura. Mas &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/quais-os-resultados-esperados-em-uma-psicoterapia-e-em-quanto-tempo-isso-ocorre/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">O que devo esperar ao final de uma psicanálise?</span></a></p>
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2010/03/images-3.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1145 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2010/03/images-3-150x150.jpg" alt="images (3)" width="150" height="150" /></a>A discussão sobre os &#8220;resultados&#8221; esperados em uma <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/">psicanálise</a> é bastante complexa (até mesmo inoportuna) e nos leva a algo ainda mais problemático que é a ideia de cura.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo médico não tem problema algum com a ideia de cura. Um órgão ou sistema está doente e é função do médico visar a cura. Mas quando o que adoece é a mente e não o corpo, o que significa falarmos em cura?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-115"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Cura da mente existe?</h2>
<p style="text-align: justify;">Quando um paciente nos procura ele frequentemente quer ser curado e nos pergunta quanto tempo levaremos para curá-lo daquilo que ele sente e que pode descrever vagamente como &#8220;tristeza&#8221;, &#8220;ansiedade&#8221;, &#8220;vazio&#8221;, &#8220;tédio&#8221;, ou ainda como &#8220;algo que nem se sabe explicar&#8221;. Ou ele pode querer ser curado de um conjunto de sintomas bem específicos: uma fobia ou uma compulsão por sexo, por exemplo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diante deste pedido, o que responde o <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanalista</a>?</h2>
<p style="text-align: justify;">Ele responde o mesmo que disse o filósofo ao caminhante na Fábula de Esopo: Quando este perguntou ao Filósofo quanto tempo duraria sua jornada, o Filósofo simplesmente respondeu &#8216;Caminha!&#8217; e justificou sua resposta aparentemente inútil, com o pretexto de que precisava saber a amplitude do passo do caminhante antes de lhe poder dizer quanto tempo a viagem duraria.</p>
<p style="text-align: justify;">Trazendo para a realidade do <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanalista</a>, diante do pedido de cura do paciente, ele responderá: &#8220;Fale-me sobre você!&#8221; o que significa &#8220;Caminhe sem se preocupar com o resultado final&#8221; ou ainda &#8220;Esqueça as metas. Pensemos sobre você&#8221;.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Por que ele faz isso?</h2>
<p style="text-align: justify;">Ele faz isso porque ele sabe que a resposta que o paciente busca não está onde ele imagina estar, ou seja, no médico, mas dentro dele próprio. Só que o paciente não sabe disso. E às vezes, o que é pior, ele não quer saber de nada disso. Ele quer e não quer saber a verdade sobre si mesmo. Por isso adoece. Nietzsche dizia que a doença acontece quando &#8220;começamos, em algum ponto, tornar as coisas mais fáceis para nós&#8221;. Essa ideia do filósofo se aplica perfeitamente ao adoecimento mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Adoecemos psiquicamente porque queremos tornar as coisas mais fáceis para nós, por exemplo, evitando pensar em coisas que nos desagradam ou envergonham sobre nós ou não querendo assumir aquilo que verdadeiramente somos.</p>
<p style="text-align: justify;">No fundo, então, o desejo de curar-se esconde quase sempre um desejo de não se confrontar com aquilo que se é. O problema é que não fugimos de nós mesmos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Diante disso, o que esperar de uma <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a>?</h2>
<p style="text-align: justify;">Listarei abaixo alguns dos percursos possíveis (mas sempre imprevisíveis) a que uma psicanálise pode nos levar:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">A constatação que a ideia de processo é mais compatível com o viver humano do que a noção de resultados</li>
<li style="text-align: justify;">Uma melhor aceitação de nossas limitações humanas, inclusive, da nossa finitude</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior tolerância com o Outro (o Outro em mim e o Outro no outro)</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior capacidade de sentir compaixão e gratidão pela vida e por nossos pais</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior capacidade de gozo (viver com paixão)</li>
<li style="text-align: justify;">Uma melhor aceitação do nosso desamparo fundante</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior aceitação das nossas responsabilidades para conosco e para com o semelhante</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior aceitação para o fato de que não há cura para o frenesi que é viver</li>
<li style="text-align: justify;">Uma maior aceitação da passagem do tempo</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Por tudo isso que eu disse, a <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a> pode ser considerada mais uma posição ética e filosófica do que uma forma de tratamento conforme o modelo médico (no qual a noção de cura é perfeitamente cabível). Por isso Freud chamava sua psicanálise de metapsicologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você desejar saber mais sobre o que é a psicanálise, leia o meu texto <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">sobre a abordagem psicanalítica</a></p>
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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		<title>Diferenças entre psicoterapia e Psicanálise</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2015 10:35:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dúvidas frequentes sobre o atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[diferença entre os métodos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sugestão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Explicar de um modo simples e claro quais as diferenças fundamentais entre uma psicoterapia (ou terapia, como se costuma dizer) e uma psicanálise não uma tarefa simples. Mas tal diferenciação é imprescindível pela confusão que costuma gerar entre os leigos e mesmo entre os psicólogos. Comecemos por definir o que é psicoterapia. O que é &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Diferenças entre psicoterapia e Psicanálise</span></a></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise/">Diferenças entre psicoterapia e Psicanálise</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2010/03/images-3.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1145 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2010/03/images-3-150x150.jpg" alt="images (3)" width="150" height="150" /></a>Explicar de um modo simples e claro quais as diferenças fundamentais entre uma psicoterapia (ou terapia, como se costuma dizer) e uma <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a> não uma tarefa simples. Mas tal diferenciação é imprescindível pela confusão que costuma gerar entre os leigos e mesmo entre os psicólogos.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos por definir o que é psicoterapia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é psicoterapia?</h2>
<p style="text-align: justify;">Termo &#8220;genérico&#8221; que corresponde a qualquer tratamento realizado com métodos e propósitos <strong>psicológicos</strong>, independente da abordagem teórica utilizada. Em linhas gerais, todas as psicoterapias utilizam como ferramenta principal de trabalho a palavra. Também em linhas gerais, nas psicoterapias estará presente algo que chamamos de sugestão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-435"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>O que é a sugestão?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A sugestão é aquilo que no senso-comum chama-se aconselhamento. Este aconselhamento vindo do terapeuta tem um peso muito grande para o paciente, pois o profissional está investido por ele de um papel de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso ocorre porque todos os seres humanos carregam em si um desejo infantil de serem protegidos, amados e guiados por uma figura de referência (que na infância são os pais).  Então, na fantasia infantil do paciente o terapeuta (&#8220;O doutor&#8221;) sabe tudo e será capaz de livrá-lo daquilo que ele sente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em linhas gerais, portanto, em uma psicoterapia o terapeuta aconselha e orienta o paciente sobre como se portar diante da vida. A princípio, não há nada de mal neste tipo de trabalho, inclusive porque há pacientes que não têm condições de desenvolver um trabalho mais profundo sobre si mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">O único problema é que, quando esta necessidade de amparo e proteção (sempre infantil) não é manejada adequadamente pelo terapeuta, ela pode endossar no paciente o seu anseio por permanecer em uma posição infantil fazendo com que ele tenha dificuldade de pensar por si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Da parte do terapeuta, isso pode estimular o seu próprio narcisismo fazendo com que ele se sinta imprescindível na vida do seu paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que este tipo de relação sugestiva está muito presente no contato entre médicos e seus pacientes e também em instituições. Você já reparou como a maioria das pessoas tratam com  idealização e temor um &#8220;doutor&#8221; ou um juiz?</p>
<h2 style="text-align: justify;">Resumindo, a psicoterapia é:</h2>
<ol>
<li>Um modo genérico de chamar qualquer tipo de tratamento com propósitos <strong>psicológicos</strong></li>
<li>Em linhas gerais, utilizam como instrumento de trabalho a palavra</li>
<li>Nela está presente a sugestão ou aconselhamento</li>
<li>Normalmente seus objetivos são mais pontuais. Por exemplo, pode-se visar ajudar o paciente a se organizar financeiramente passando-lhe exercícios reflexivos para casa.</li>
<li>No longo prazo a psicoterapia pode endossar o desejo do paciente por permanecer em uma posição infantil</li>
</ol>
<p>Agora façamos uma diferenciação com a psicanálise.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que é <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">Psicanálise</a>?</h2>
<p style="text-align: justify;">A Psicanálise é um método não sugestivo, embora ela tenha nascido da prática sugestiva. Seus propósitos são mais filosóficos do que psicológicos, já que visam por meio do conhecimento dos processos inconscientes da mente, uma responsabilização cada vez maior do paciente por seus próprios atos  e escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, a <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise </a>busca questionar o anseio do paciente por colocar o terapeuta no lugar do mestre ou do guru e também o desejo do paciente por se colocar no lugar da criança. Como eu disse acima, Freud descobriu, tratando seus pacientes, que há em todos os seres humanos  uma necessidade infantil de ser protegido e amado por uma figura de referência. Inclusive, toda a base da religião se ancora aí: na necessidade humana de ser protegido por um Deus onipresente e onisciente. A esta necessidade humana Freud nomeou <strong>transferência</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Disso surge uma das principais diferenças entre a <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br">psicanálise</a> e as psicoterapias. Na <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br">psicanálise</a>, a transferência será intensamente analisada visando, no longo prazo, a resolução deste desejo infantil. Na prática isso significa que ao final de uma análise o paciente será mais capaz de suportar a sua condição de desamparo fundante sem ter que entregar nas mãos de outros seres humanos a sua própria vida e as suas resoluções em troca de proteção, amparo e amor.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Resumindo, a <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a> é:</h2>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Um método não sugestivo de conhecimento dos processos inconscientes da mente</li>
<li style="text-align: justify;">Seus propósitos são mais <strong>filosóficos</strong> do que <strong>psicológicos</strong> porque não se coadunam aos ideias ilusórios de felicidade plena, ausência de conflitos e adaptabilidade do indivíduo</li>
<li style="text-align: justify;">Utiliza como instrumento de trabalho a palavra (interpretação) e o manejo da transferência, bem como o divã</li>
<li style="text-align: justify;">No longo prazo a <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a> antevê a possibilidade de um sujeito cada vez mais capaz de assumir sua posição adulta, responsabilizando-se por seu próprio desamparo fundante e por seus atos no mundo</li>
</ol>
<h2>Ficou em dúvida sobre o que procurar? Aqui vão algumas dicas:</h2>
<ol>
<li style="text-align: justify;">O que espera do tratamento? A <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a> é uma terapia mais profunda e visa uma transformação global da personalidade do paciente. A psicoterapia é menos profunda, seus objetivos são mais focais e visam, por exemplo, uma maior adaptação do indivíduo ao seu meio ou a resolução de algum conflito específico. <span style="text-decoration: underline;">Importante destacar que não se trata de um método ser melhor que o outro. Eles são diferentes! Têm objetivos e propósitos diferentes</span>. Há milhares de pacientes que, por terem mais pressa, por exemplo, podem se beneficiar enormemente de uma psicoterapia. Ou ainda, há pacientes que podem utilizar a psicoterapia como um passo para se prepararem futuramente para uma <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanálise</a>.</li>
<li style="text-align: justify;">Tem pressa? A <a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/a-peste-da-psicanalise/">psicanálise </a>é uma terapia mais longa. Para ter resultados consistentes são necessários alguns anos. Psicoterapias são mais rápidas, pois como eu disse têm objetivos e propósitos mais focais e específicos.</li>
<li style="text-align: justify;">O quanto está disposto a investir em termos de tempo e dinheiro? A psicanálise é um método mais caro e exige maior dedicação de tempo.</li>
<li style="text-align: justify;">Que tipo de pessoa você é? A<a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/fe-na-psicanalise/"> psicanálise</a> se adapta bem a pacientes curiosos sobre si mesmos, mas não se adapta bem a pacientes que querem respostas imediatas, nem cura instantânea.</li>
<li style="text-align: justify;">O que espera do seu terapeuta? O<a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php"> psicanalista</a> convidará o paciente a se responsabilizar por si mesmo, por seus horários, por seu crescimento, por suas decisões. Psicoterapeutas, em linhas gerais, tendem a serem complacentes, por exemplo, não cobrando faltas.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Investigue atentamente o que está em busca, converse com profissionais de um e outro método de trabalho e faça sua escolha!</p>
<p>Agora se você está decidido a fazer uma psicanálise e se encontra na região, estou à disposição para conversar com você em minha <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/index.php">clínica de psicologia em Ribeirão Preto</a>. Conheça o meu <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/curriculo.php">currículo</a> e <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/contato.php">agende</a> uma entrevista. Conheça meu trabalho como <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/abordagem-teorica-em-psicanalise.php">psicanalista em Ribeirão Preto</a>.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/diferencas-entre-psicoterapia-e-psicanalise/">Diferenças entre psicoterapia e Psicanálise</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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