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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Apr 2018 15:22:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O homem forte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 15:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[desejo infantil]]></category>
		<category><![CDATA[homem forte]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sigmund Freud]]></category>
		<category><![CDATA[Wilfred Bion]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post traz reflexões sobre o que é ser um homem forte. Utiliza para isso referências de Sigmund Freud e Wilfred Bion, respectivamente, relativas ao sentimento inconsciente de culpa e à dor inerente ao crescimento psíquico que traz mudanças internas da ordem de uma catástrofe. </p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-homem-forte/">O homem forte</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1115.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1851 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1115-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Qual a marca fundamental de um ser humano forte? O que é que se reconhece exatamente como sendo a força de uma pessoa?</p>
<p>Freud nos ajuda a pensar sobre isso.</p>
<p>Nas “Cinco lições de psicanálise” (1905) ele diz textualmente que <em>um homem enérgico e vencedor é aquele que, pelo próprio esforço, consegue transformar em realidade seus castelos no ar</em>.</p>
<p>Mas o que exatamente ele quer dizer com isso? O que seriam estes tais castelos que, no homem forte, são erguidos a partir do nada, do ar e que derivam de uma conjunção feliz entre circunstâncias externas favoráveis (Freud nunca deixou de considerar o elemento sorte) e de uma força interna descomunal?</p>
<p><span id="more-1879"></span></p>
<p>Os castelos erguidos no ar são os nossos sonhos que carregam sempre a marca do selo infantil. Trata-se daquilo com que sonhamos no mais íntimo do nosso ser e que, quase sempre, não temos coragem de dizer a nós mesmos. Vai que se realiza? Estes castelos-sonhos, quando concretizados na realidade, causam prazer e angústia, satisfação e decepção, basicamente por dois motivos.</p>
<p>Primeiro, porque precisamos deixar para trás a nossa criança que só ousava sonhar, mas que nunca se imaginou efetivamente realizando seu sonho. Também, nesse sentido, precisamos deixar para trás os nossos pais da infância que porventura não tenham conseguido ir tão longe quanto nós. Este é o âmbito do sentimento inconsciente de culpa que é despertado a cada vez que ousamos desejar a felicidade e a alegria da realização. Este é ainda o âmbito das metamorfoses e das mudanças catastróficas descritas por Wilfred Bion que significam basicamente uma profunda alteração do nosso tamanho interno, ou seja, do nosso corpo psíquico. Um modelo acessível para representar tais processos é o da metamorfose da crisálida à borboleta.</p>
<p>Segundo, este crescimento trazido pela concretização de um sonho sempre comporta uma certa decepção. Por quê? Porque, como eu disse anteriormente, como estes sonhos carregam a marca do selo infantil, o castelo construído na realidade nunca será exatamente igual ao castelo sonhado da infância. Dito de outro modo, tudo aquilo que eu encontro na realidade nunca será exatamente igual ao que eu desejo no inconsciente. Foi isso que Freud quis dizer nos “Três ensaios” com <em>o encontro do objeto é sempre um (re) encontro com o objeto primordial, </em>reencontro que sempre comporta uma decepção. <em> </em></p>
<p>Quando se acredita alucinatoriamente que o castelo construído na realidade é exatamente o castelo infantil desejado um dos resultados possíveis é a pessoa estragar aquilo que construiu, já que não era bem aquilo que ela queria. Isso acontece com praticamente todas as realizações na vida; uma casa, um namorado ou marido, uma roupa, uma viagem, um filho, um trabalho, etc. Quando estava construindo meu castelo-casa pude ver exatamente a manifestação deste quadro em alguns de meus vizinhos que, não podendo tomar consciência de sua decepção e das manifestações decorrentes dela (raiva, frustração, desânimo), mal terminavam suas casas e já começavam a denegri-las.</p>
<p>Estamos neste segundo aspecto no âmbito da onipotência primária. Neste polo, o sujeito pensa que &#8220;a vida tem obrigação de me dar tudo aquilo que eu desejo&#8221; e não pode reconhecer o quão generosa a vida foi com ele, nem o quanto ele possui dons e potenciais que milhares de outros seres humanos não possuem.</p>
<p>Como psicanalista, escutamos esta intransigência e nos calamos. Mas não podemos deixar de pensar, com pesar, em como é preciso realmente elaborarmos psiquicamente a cada instante o nosso crescimento, para não cairmos na arrogância, nem na ingratidão.</p>
<p>Uma pessoa que não é psicanalista ou que não está sendo analisada costuma pensar, de um modo simplista, que basta ir lá e fazer. Ou, ela pensa ainda, desavisadamente, que os únicos percalços que a impedirão de realizar seu sonho são externos, quando na verdade, os maiores inimigos de nossos sonhos e da nossa alegria de viver estão dentro e não fora de nós.</p>
<p>Portanto, o homem forte é aquele que faz valer na realidade o seu direito por ter e ser aquilo que deseja. Mas para isso, saiba, terá que ter fibras de aço, e coração de seda, para suportar a dor inerente ao seu crescimento. Fibras de aço para não sucumbir ao seu desejo de desistir, que é sempre o mais fácil a fazer; coração de seda para acolher, com delicadeza e ternura, as lágrimas que terá que chorar por todos aqueles que ele ama e que ficaram para trás; coração de seda, maleável e fluído, para conter o fluxo ininterrupto da vida, pois, assim como aprendemos com Heráclito que <em>não se entra duas vezes no mesmo rio</em>, aprendemos com Freud e com Bion, respectivamente, que o inconsciente é atemporal e infinito e que, portanto, está aberta para nós a possibilidade de chegarmos às estrelas. Tudo dependerá de suportarmos ou não as vertigens da viagem.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-homem-forte/">O homem forte</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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		<title>Minhas primeiras jabuticabas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2017 19:03:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[jardim como metáfora da vida]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O texto utiliza o cuidado de um jardim e a observação atenta do ritmo da natureza como metáfora para a vida humana.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/minhas-primeiras-jabuticabas/">Minhas primeiras jabuticabas</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1115.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1851 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1115-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Que feliz aprendizado estou tendo ao poder cuidar de meu jardim e observar o ritmo próprio da natureza. Tenho me impressionado ao pensar como o cuidado das plantas e a observação atenta do ritmo da Terra podem ser uma rica metáfora da própria vida e de como devemos buscar vivê-la.</p>
<p>Mudamos para nossa casa no mês de maio deste ano e iniciamos nossa jornada nela com um difícil e árido outono. Neste momento, as plantas recém-plantadas e, portanto, ainda muito frágeis, começavam a perder suas folhas, em um processo que parecia de destruição, mas que, no fundo eu sabia ser de renovação. Enfrentando uma dura estiagem, lembro-me de como me senti exigida em minha capacidade de espera pela realidade inóspita porque meus olhos me levavam a crer que aquelas plantas não iriam sobreviver, por mais água que lhe déssemos.</p>
<p><span id="more-1850"></span></p>
<p>Como elas ainda eram jovens e não tinham vigor suficiente para exibir frutos maduros (que é o que acontece no outono), não tinha a gravidez à mostra para me reassegurar de que a vida estava a salvo. Eram jovens plantas e precisariam de algum tempo para poder frutificar e o que me restava fazer era esperar pacientemente e regá-las todos os dias.</p>
<p>O solo seco fazia a água rapidamente ser sugada e eu a imaginava indo direto para as raízes sedentas pela fonte da vida. Num exercício imaginativo (porque eu que eu via estava seco e se despregando num ritmo frenético) eu apostava na força vital daquelas raízes que, longe dos meus olhos, estariam se espraiando por debaixo do solo e encontrando em si mesmas a força necessária para se desenvolverem e lutarem pela vida.</p>
<p>O difícil neste momento era acreditar que, através da paciência e do exercício diário de rega, algum milagre iria acontecer num futuro longínquo. Portanto, confiar mais no coração esperançoso do que no que os meus olhos viam foi o grande exercício da ocasião. Acreditar também na capacidade inata daquelas plantinhas de receberem e utilizarem bem os nutrientes que eu estava lhes dando era fundamental.</p>
<p>A chegada do inverno foi ainda mais difícil e exigente em termos de esperança. Os animais desapareceram da vista e eu sabia que eles estavam guardando suas últimas forças para chegarem vivos à primavera. A fonte de alimento para eles rareava porque o solo estava seco e sem água nada vive.</p>
<p>Os primeiros lampejos de inverno foram anunciados com ventos violentos que me faziam pensar que a terra estava em uma furiosa ebulição transformadora que, ainda que eu não enxergasse, podia intuir. Era como se grandes massas energéticas estivessem sendo transportadas de um lado para o outro. Como se os deuses estivessem se retesando e lutando nos céus fazendo tudo vibrar em um rancor endurecido.</p>
<p>As noites frias caiam rapidamente e os períodos de luz eram curtos. Em um piscar de olhos tudo ficava tenebrosamente escuro e eu me via em um movimento natural de buscar abrigo e luz dentro de casa. Sentia um medo irracional de sair na noite densa, exceto nos dias de lua cheia que, como mulher grávida, inundava de luz o negrume absoluto. Movimentos de esperança e desesperança, de medo e espera tensa se alternaram em meu coração nestes seis meses iniciais.</p>
<p>Entendi a partir daí porque o homem do campo ou o homem primitivo interpretavam os fenômenos climáticos como fúria ou benevolência dos deuses.</p>
<p>Um dia, relendo “O Evangelho segundo Jesus Cristo” de José Saramago encontrei a seguinte frase:</p>
<p style="text-align: right;">                 “(&#8230;) o mais eram as acostumadas e consabidas repetições duma terra que nos inverno parece morrer-nos     nos braços e nas primaveras ressuscitar, observação falsa, engano grosseiro dos sentidos, que a força da       primavera não seria nada se o inverno não tivesse dormido.”</p>
<p style="text-align: left;">Então, confirmei em uma escrita poética aquilo que estava sentindo. Tratava-se de um erro grosseiro dos meus sentidos acreditar que tudo estava morto. O dormitar invernal, ao contrário do que me diziam meus os olhos, era acúmulo de energia para a fecundidade primaveril. Assim como o organismo feminino se extenua a cada mês, em uma luta colossal, para preparar seu óvulo; assim como o bravo guerreiro acumula forças para triunfar na batalha, também a natureza se aquietava e se entesava para depois explodir em vida.</p>
<p style="text-align: left;">E eis que, então, os primeiros raios da primavera começaram a dar seus sinais. Os bichinhos hibernadores saíram de suas tocas, a chuva milagrosa começou a cair do céu e a vida se refez mais uma vez.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1113.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1852 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG-1113-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Desde então meu coração se enche de alegria a cada manhã quando, sob um céu límpido e azulíssimo, as flores coloridas salpicam o meu querido jardim de beleza; as borboletas coloridas correm de um lado pro outro, os animais se alimentam em abundância, e o meu coração se enche de enorme fé na vida.</p>
<p style="text-align: left;">Olhando para trás, sinto que cada momento vacilante de espera foi importante para meu deslumbramento de agora.</p>
<p style="text-align: left;">Extrai desta rica experiência um significado profundo. Penso que temos muito a aprender com o ritmo próprio da natureza.</p>
<p style="text-align: left;">Quando se trata de nosso semelhante, tal como as árvores e plantas, acredito que se os ajudamos a ser o melhor que podem, na dedicação e no trabalho diário do cuidado, na enorme maioria das vezes eles respondem com exuberância.</p>
<p style="text-align: left;">Como analista, a cada pessoa que recebo, busco confiar que suas raízes serão resistentes e generosas o suficiente para receberem e utilizarem bem os nutrientes que eu lhes dou. E embora nunca haja garantia sobre isso, prefiro apostar sempre que há recursos, ainda que eles tenham ficado muito judiados pela vida ou pelos impulsos de ódio e inveja.</p>
<p style="text-align: left;">E então, assim como a planta, se você cuida com respeito e dignidade, a pessoa responde se tornando um ser humano melhor.</p>
<p style="text-align: left;">Penso ser assim com qualquer coisa viva pela qual nos responsabilizemos por cuidar. Um filho, um bichinho, uma planta devolvem para nós aquilo que damos a eles. Se dermos amor, respeito e cuidado dignificante, respondem bem; se respondemos a eles reclamando do trabalho que nos dão, se os insultamos por nos serem cansativos e incapazes, se nos frustramos por não terem nascido perfeitos e acabados, ou, ao contrário, se o mimamos em demasia, tornar-se-ão plantas fracas e não belas.</p>
<p style="text-align: left;">No caso dos seres humanos, a tragédia pela falta de amor ou pelo excesso de mimos e de proteção (que não pode ser chamado amor) é ainda mais terrível porque, ao contrário das plantas e dos bichos, nós somos muito mais dependentes do que recebemos de fora.</p>
<p style="text-align: left;">Portanto, o aprendizado que esta experiência me dá leva-me a pensar no verdadeiro amor, no amor-dom.</p>
<p style="text-align: left;">O amor-dom sabe que o esforço diário, a rega quotidiana, a poda corriqueira é o verdadeiro ato amoroso. Amar só na beleza e quando está tudo pronto é fácil. Difícil é amar na dificuldade; difícil é amar quando tudo está seco, quando há tanto trabalho a fazer, quando quase falta a esperança. Mas é aí, e só aí, que o verdadeiro amor se exerce.</p>
<p style="text-align: left;">Aquele que só consegue amar uma planta quando ela está bonita e florida, na verdade, não a ama. Está apaixonado por sua falsa miragem. Aquele que ama seu filho só quando ele está cheiroso, mas que se queixa do trabalho quando tem que educá-lo, contar-lhe estórias sobre a vida, amparar do medo e ensiná-lo a ser gente de verdade, não ama verdadeiramente seu filho. Está apaixonado por sua própria perfeição. Aquele que só ama seu companheiro quando ele está feliz e bem sucedido, da mesma forma, não o ama verdadeiramente.</p>
<p>Este falso amor, no humano, está fadado à desilusão, à prisão pelo ódio, à falsidade e à hipocrisia. Apesar do amor-dom ser algo de difícil realização no humano, é algo que podemos e devemos buscar como propósito.</p>
<p>Além desta aprendizagem, minhas árvores e plantas me ensinaram ainda outra coisa.</p>
<p>Que o verdadeiro sentido da vida está nestas pequenas tarefas quotidianas, no trabalho miúdo com a vida; que é só podendo acolher com carinho o esforço diário que implica viver, é que a vida passa a ter sentido.</p>
<p>Pessoas insatisfeitas e infelizes no mundo todo se asfixiam com ilusões de ganhar na loteria, de mudar de país ou de planeta, quando na verdade não percebem que o verdadeiro heroísmo está em aceitar a realidade tal como ela é, sem ficções, sem fantasias.</p>
<p>Minha alegria de agora só é possível porque abracei todo o esforço angustiante do outono-invernal. Por não tê-las abandonado (e a mim mesma) à própria sorte é que posso agora me alegrar com o que me aconteceu hoje pela manhã.</p>
<p>Acordei e, como toda manhã faço, fui ao jardim e eis que avistei minhas primeiras filhas-jabuticabas, lindas e robustas, nascidas dos três pezinhos que plantamos lá.</p>
<p>Estas filhas-jabuticabas que agora me dão tanto orgulho são fruto do meu casamento sólido com a realidade, à qual, com toda sua ambiguidade, me preenche de esperas e de sonhos possíveis.</p>
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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