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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>É preciso ser infinito para ser só.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 19:04:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[relação mãe-bebê]]></category>
		<category><![CDATA[religiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Winnicott]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto que faz reflexões sobre a capacidade humana de viver a solidão de uma forma criativa. </p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/">É preciso ser infinito para ser só.</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-676" src="/wp-content/uploads/2013/01/pensando-300x202.jpg" alt="pensando" width="300" height="202" /></p>
<h2 style="text-align: justify;">Capacidade de estar só:</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes conquistas internas do verdadeiro amadurecimento é a capacidade de estarmos sós. Ocorre que estar sozinho não significa sentirmos solidão e angústia, como muitas pessoas tendem a <a href="http://www.ribeiraopretoonline.com.br/coluna-ana-laura-moraes-martinez/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/58876">experimentar</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-668"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A capacidade de estar só pode ser uma experiência extremamente prazerosa quando vem acompanhada da possibilidade de podermos usufruir da nossa boa companhia e dos nossos tesouros internos que podem ser ideias, sonhos, lembranças e bons sentimentos. A meu ver, esta é uma das conquistas mais incríveis que um ser humano pode fazer na vida.</p>
<h2 style="text-align: justify;">&#8220;Eu quero uma casa no campo onde eu possa ficar do tamanho da paz&#8221;:</h2>
<p style="text-align: justify;">Na música de Elis Regina “Casa no campo”, ela diz: “Eu quero uma casa no campo onde eu possa ficar do tamanho da paz. E tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais”. Nesta música belíssima, a autora narra a experiência estética do encontro consigo mesma e com a imensidão da paz, experiência que <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/">Freud</a> chamou de “sentimento oceânico”. O nome que ele usa é muito poético porque descreve exatamente a sensação de completude e de ligação com o infinito das águas (internas).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/">Winnicott</a>, importante psicanalista inglês, salienta em um texto chamado “A capacidade de estar só” que esta <a href="http://www.ribeiraopretoonline.com.br/coluna-ana-laura-moraes-martinez/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/58876">conquista</a> humana só é possível se pudermos vivenciar a experiência de estarmos sós na presença de alguém, algo que ocorre no início da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-669" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/01/bebe-300x205.jpg" alt="bebe" width="300" height="205" /></p>
<p style="text-align: justify;">Neste texto ele descreve que, se pudemos, quando pequenos, contar com a presença atenta e não ansiosa de um cuidador (normalmente a mãe), que nos permitiu ficarmos sós com as nossas próprias fantasias, numa espécie de solidão acompanhada, isso vai construindo na criança uma bagagem <a href="http://www,psicologiaribeiraopreto.com.br">psicológica </a>que lhe permite sentir prazer estando em sua própria companhia.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Solidão criativa X solidão aterrorizante:</h2>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, acho muito importante diferenciarmos dois tipos de experiência de solidão: uma em que o sujeito realmente não se sente só porque está de posse de sua própria companhia e outra, muito diferente desta, em que o sujeito, quando sozinho, passa a se sentir atacado e angustiado pelo seu próprio <a href="http://www.ribeiraopretoonline.com.br/coluna-ana-laura-moraes-martinez/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/58876">mundo</a> interno.</p>
<p style="text-align: justify;">Na música da Elis Regina, é trazido outro elemento importante na construção desta capacidade de estar só que é a possibilidade de nos conectarmos com algo maior, ou seja, de podermos manter um sentimento de coesão e integração com o universo.</p>
<h2 style="text-align: justify;">(Re)ligião = (re)ligação</h2>
<p style="text-align: justify;">Penso que aqui está contida a verdadeira experiência de religiosidade e de uma vivência estética da existência humana, muito diferente da vivência religiosa associada a culpas e punições. Trata-se de um sentimento de (re) ligação com o Universo, com a natureza e, eu diria, com a nossa origem mais primitiva, algo que faz com que nos lembremos de que somos parte da natureza e, portanto, seres integrados a ela.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-670" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/01/mulher-1-300x225.jpg" alt="mulher (1)" width="300" height="225" />Para finalizar, gostaria de retomar o título deste artigo “É preciso ser infinito para ser só”. Pensei neste título porque acredito que ele contém exatamente a ideia central da nossa verdadeira capacidade para estarmos sós que é a possibilidade de nos conectarmos ou reconectarmos com a nossa condição ao mesmo tempo infinita e mortal.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente na nossa cultura, associamos morte ao fim, à derrota completa do <a href="http://www.ribeiraopretoonline.com.br/coluna-ana-laura-moraes-martinez/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/58876">homem</a> sobre a natureza e penso que isso se deve a uma condição arrogante que costumamos manter – a de que somos imortais, infinitos, onipotentes. Desta forma, acredito que muitos sujeitos associam solidão à impotência, morte e fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, esta pode ser uma boa experiência para você testar de agora em diante. Tente ficar só e em silêncio por algum tempo. Desligue seu computador, celular, facebook. Desconecte-se de fora e, em silêncio ou na companhia de uma boa música, veja o que encontra dentro de você. Esta poderá ser uma ótima oportunidade para você ser apresentado ao seu “infinito particular”.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/e-preciso-ser-infinito-para-ser-so/">É preciso ser infinito para ser só.</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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