images (3)A primeira diferença é que o psiquiatra é formado em Medicina e o psicólogo formado em Psicologia. Ou seja, psiquiatra e psicólogo são profissionais que têm formações diferentes e estão preparados para lidar com situações que afetam o ser humano utilizando técnicas e ferramentas diferentes.

Para se tornar um psiquiatra, o médico deve, primeiro, fazer graduação em medicina e depois fazer uma residência em Psiquiatria.  Ou seja, para começar exercer sua clínica, deve concluir o curso de Medicina e especializar-se no estudo e tratamento dos transtornos mentais.

Já o psicólogo, primeiro gradua-se como psicólogo (esta formação dura cinco anos). Neste curso, ele irá aprender desde filosofia, biológica, matemática e história, pois compreendemos que, para lidar com o humano, o profissional deve ter uma visão global do homem. Apesar disso, em algumas faculdades o curso de psicologia insere-se na área de humanidades e em outros na área biológica, dependendo do enfoque dado pela instituição.

Depois de formado e, tendo passado por estágios durante a graduação, o profissional poderá atuar em diversas áreas, como em clinicas particulares, escolas, serviços de saúde mental, hospitais, empresas, no setor judiciário, dentre outras.

A Psicologia Clinica, que envolve a compreensão e o cuidado das questões mentais, é uma das varias áreas onde o psicólogo pode atuar. No contexto clinico, o psicólogo busca auxiliar o individuo em seu sofrimento psíquico através de técnicas de psicoterapia. Cada uma destas técnicas é embasada em uma teoria distinta, algo que o aluno vai escolhendo (por identificação) ao longo do curso.

Depois de formado, o profissional, antes de começar a atuar, deve se credenciar junto ao Conselho Regional de Psicologia, órgão que regulamenta a prática e a ética profissional do psicólogo em seus vários campos de atuação.

O mais importante de tudo é que psicólogos e psiquiatras são parceiros e profissionais complementares na intervenção da saúde mental. Enquanto o psicólogo, com seu olhar para o psicodinamismo da pessoa, irá atuar utilizando terapias que utilizam, predominantemente a fala, o psiquiatra, dependendo da necessidade, intervirá fazendo diagnóstico e prescrevendo medicação.

A atuação do psiquiatra é fundamental, pois ele é o profissional que estudou durante uns bons anos e está apto a intervir corretamente nas situações de sofrimento mental. Digo isso porque hoje, infelizmente, assistimos a uma prática perniciosa de médicos de outras especialidades que insistem em medicar a população, com remédios psiquiátricos, de forma indiscriminada. Esta situação denuncia uma série de problemas: 1) a dificuldade que temos tido em lidar de formas mais positivas com as dores da alma (a necessidade urgente de medicação para todo tido de dor mental é prova disso); 2) a má formação dos profissionais médicos; 3) a interferência maciça das indústrias farmacêuticas, que lucram com esta medicalização indiscriminada, transformando as questões mentais em uma mais uma mercadoria a ser pervertida na lógica do mercado.