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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>Não se adoece mentalmente por estresse! Contribuições de Freud para o entendimento do padecer mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2015 16:46:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pergunte ao psicanalista]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões sobre o cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meu objetivo neste texto é problematizar uma concepção recorrente: a de que causas banais e atuais da vida quotidiana provocam o que em psicanálise chamamos de neuroses e outras desordens mentais. Uma pessoa procura um analista e lhe diz na entrevista, quando indagada sobre o que ela pensa a respeito das motivações que a fizeram &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/nao-se-adoece-mentalmente-por-estresse-contribuicoes-de-freud-para-o-entendimento-do-padecer-mental/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Não se adoece mentalmente por estresse! Contribuições de Freud para o entendimento do padecer mental</span></a></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/nao-se-adoece-mentalmente-por-estresse-contribuicoes-de-freud-para-o-entendimento-do-padecer-mental/">Não se adoece mentalmente por estresse! Contribuições de Freud para o entendimento do padecer mental</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2012/01/download-9.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1111 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2012/01/download-9-150x150.jpg" alt="download (9)" width="150" height="150" /></a>Meu objetivo neste texto é problematizar uma concepção recorrente: a de que causas banais e atuais da vida quotidiana provocam o que em psicanálise chamamos de neuroses e outras desordens mentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pessoa procura um analista e lhe diz na entrevista, quando indagada sobre o que ela pensa a respeito das motivações que a fizeram produzir determinados sintomas, que é por causa do estresse no trabalho ou por algum trauma vivido recentemente, ou ainda, por um dissabor no trabalho ou no casamento ou a perda de um ente querido.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O que o analista pensa disso?</h2>
<p>Ele pensa que esta pessoa está somente parcialmente do lado da verdade. Vejamos o porquê.</p>
<p><span id="more-1690"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em “A hereditariedade e a etiologia das neuroses” (Freud, data) ele é enfático ao dizer que há três classes de causas que produzem uma neurose: as <u>pré-condições </u>que é a carga hereditária de uma pessoa para desenvolver determinada neurose; as <u>causas concorrentes</u> que são as motivações atuais que levam à eclosão dos sintomas (estresse, dissabor emocional, trauma, etc.) e as <u>causas específicas</u>, que são as únicas que verdadeiramente importam ao psicanalista. Por causas especificas ele compreende a vida sexual infantil que continua a ser reeditada nas relações atuais deste indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que é corrente o pensamento que apregoa que são os males da vida moderna que levam o homem a produzir sintomas. Não é incomum encontrarmos teorias psicológicas que advogam que são as condições sociais que levam o ser humano a adoecer psiquicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A psicanálise não compartilha desta visão! Se assim fosse, como explicar o fato de duas pessoas submetidas à mesma experiência traumática (por exemplo, a morte do pai) em que uma desenvolve neurose e outra não. Como explicar isso sem recorrer à teorias psicologizantes?</p>
<p style="text-align: justify;">Para dar continuidade ao meu raciocínio, peguemos esta mesma pessoa que perdeu o pai. Suponhamos que depois disso ela desenvolveu sintomas obsessivos e fóbicos. Mais especificamente ela não consegue mais sair às ruas, pois teme que algo de mal lhe aconteça. Por exemplo, teme ser assaltada e morta em seguida. Esta cena – a do assalto seguido de morte – não lhe sai mais da mente como um pensamento intrusivo que aparece a qualquer momento do dia ou da noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, explicações psicologizantes que expliquem tais sintomas pela via do trauma pela perda ou pelo excesso de violência real na vida quotidiana não seriam suficientes nem tão pouco eficientes para ajudar o paciente a se desvencilhar do seu padecer. Também não seria eficiente a explicação de que esta pessoa tem uma tendência hereditária ao desenvolvimento de neurose.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Que hipótese levantará o analista frente a escuta de tais sintomas?</h2>
<p style="text-align: justify;">Seguindo à risca o que nos legou Freud, esta pessoa desenvolveu sintomas neuróticos porque a morte do pai fez reavivar nela conflitivas edípicas infantis que estavam latentes no seu inconsciente. O psicanalista sabe que a morte do pai faz reacender no inconsciente do indivíduo a chama do desejo parricida e incestuoso (matar o pai para finalmente possuir a mãe) que habita o inconsciente de todos nós. Se esta pessoa for homem provavelmente se sentirá culpada por ter concretizado, na realidade, o seu desejo inconsciente de matar o pai e ter sua mãe para si. Estamos, portanto, dentro do drama hamletiano de Shakespeare.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que o inconsciente não discrimina desejo e realidade. Ou seja, para ele pouco importa que não fui eu quem matou meu pai, mas sim o câncer ou um acidente de carro.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a culpa pelo desejo parricida realizado é sempre atuante no psiquismo e deriva dos imperativos supernegócios, o que explica por exemplo a necessidade de leis religiosas também imperativas como “honrarás pai e mãe e não desejará a mulher do próximo (do pai)”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no nosso exemplo hipotético, o pensamento obsessivo de ser assaltado e morto na rua pode ser explicado pelo viés da culpa e da necessidade de expiação pelo desejo parricida. Assim diz o inconsciente do pobre paciente: “Se você matou seu pai e agora finalmente pode deitar-se com sua mãe, nada mais justo que você seja punido por estes seus desejos abjetos pagando com sua própria vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevendo agora sobre isso acabo de me lembrar que no filme Amadeus (1984) que retrata a vida e obra de Amadeus Mozart fica bastante claro que após a morte de seu pai, por quem nutria uma profunda admiração e rivalidade edipiana, Mozart encontrou dificuldade em manter sua produção criativa, envolvendo-se cada vez mais com bebidas e situações bizarras; situação que o levou prematuramente à doença e à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">A figura aterrorizadora do pai castrador e assassinado é, inclusive, o mote da ópera Don Giovanni ou o Libertino Punido, criada logo após a sua perda.  Resumidamente a trama se centra nas peripécias amorosas do libertino Don Giovanni, um nobre que seduz donzelas prometendo-lhes casamento, ainda que no final às abandone. Don Giovanni se engraça com Donna Anna, cujo pai era o Comendador. Por fim, este é assassinado por Don Giovani em uma situação em que ele tentava proteger a filha das investidas amorosas do sedutor incorrigível. Ao final da peça, Don Giovanni é arrastado para o inferno pelas mãos do Comendador que volta do mundo dos mortos para exigir vingança.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota-se como a presença da temática da triangulação edipiana está presente na peça. Nela Mozart revela seus anseios parricidas com relação ao pai &#8211; Comendador e seu desejo sexual desmedido com relação à mãe &#8211; Donna Anna. Levando-se em conta que a peça foi escrita logo após a morte do pai de Mozart podemos hipotetizar que nela o compositor realiza sua necessidade de expiação para sua culpa inconsciente pela morte do pai e pelos desejos libertinos dirigidos à mulher. É a vingança do pai pela libertinagem do filho que Mozart realiza em sua obra magistral.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero ter conseguido demonstrar que para a psicanálise o evento traumático e atual – a morte do pai, por exemplo – não tem qualquer importância pelo fato em si. Sua importância para o psicanalista reside na significação fantasmática que ele evoca, ou melhor, no desejo inconsciente ao qual ele responde ou faz reavivar.</p>
<p style="text-align: justify;">Explicações psicologizantes, nesses casos, apesar de oferecerem algum conforto momentâneo ao ego do indivíduo não têm qualquer eficácia real. Diz-se, por exemplo, ao nosso sujeito hipotético: “Não fique assim. É natural você estar deprimido. Afinal seu pai morreu!” Mas o próprio sujeito sabe, e o psicanalista também, que este tipo de placebo para a alma tem vida curta e nenhuma eficácia real para o seu padecer. É como querer tratar um câncer com água com açúcar ou benzedeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda seguindo Freud a única saída realista para o sujeito que sofre com seus sintomas é que alguém minimamente corajoso (espera-se que o psicanalista o seja) possa ajudá-lo a se confrontar com seus próprios desejos. Estes mesmos desejos sexuais que a humanidade reluta em aceitar em si mesma, por considerá-los abjetos e imundos, mas que são parte inerente da nossa natureza; estes mesmos desejos sexuais que, quando negados, podem tornar a vida humana degradante e miserável, mas que também são motor para as realizações humanas mais sublimes e nobres, como é o caso da arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde Freud há uma tentativa do discurso médico, disseminado na cultura, de sobrevalorizar os aspectos orgânicos e hereditários e de subestimar os aspectos subjetivos e psíquicos do adoecimento mental. A presença da psicanálise no meio cultural humano há pouco mais de um século tem modificado esta perspectiva, trazendo novo e ricos elementos para o homem interpretar e compreender o seu sofrimento não com base em fatores externos e, portanto, alheios ao seu poder de ingerência, mas voltando-se para si mesmo. Para a psicanálise a máxima socrática Conhece-te a ti mesmo nunca deixará de ser atual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Freud, S. (1996). A hereditariedade e a etiologia das neuroses. In. Freud, S. <em>Obras psicológicas completas de Sigmund Freud edição standard brasileira. </em>Vol. III. Pp. 141 – 158. Rio de Janeiro: Imago. (Artigo original publicado em 1896.)</p>
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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		<title>Supervisão online em psicanálise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[reinaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2015 17:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dúvidas frequentes sobre o atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pergunte ao psicanalista]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão em psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão online]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você é psicólogo ou psiquiatra, atende no consultório utilizando a psicanálise ou pretende aprender a utilizá-la no trabalho com os seus pacientes, agora você tem a chance de fazer supervisões pela internet. A supervisão em psicanálise online é uma saída muito interessante, pois disponibiliza o conhecimento psicanalítico a um número maior de pessoas que, de outra &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/supervisao-online-em-psicanalise/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Supervisão online em psicanálise</span></a></p>
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<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="wp-image-1623 alignleft" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/10/supervisão-online-em-psicanálise-300x158.png" alt="supervisão online em psicanálise" width="308" height="162" srcset="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/10/supervisão-online-em-psicanálise-300x158.png 300w, https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/10/supervisão-online-em-psicanálise.png 600w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se você é <strong>psicólogo ou psiquiatra</strong>, atende no consultório utilizando a psicanálise ou pretende aprender a utilizá-la no trabalho com os seus pacientes, agora você tem a chance de fazer supervisões pela internet.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>supervisão em psicanálise online</strong> é uma saída muito interessante, pois disponibiliza o conhecimento psicanalítico a um número maior de pessoas que, de outra maneira, não teria acesso aos conhecimentos de um psicanalista numa supervisão presencial.<span id="more-1599"></span></p>
<h2>Como funciona a supervisão online?</h2>
<p style="text-align: justify;">A <strong>supervisão em psicanálise online é realizada via Skype ou pelo telefone</strong> e tem duração de uma hora, exatamente como numa supervisão convencional.</p>
<p style="text-align: justify;">Nela, necessariamente, o profissional apresentará uma <strong>sessão transcrita na íntegra</strong> com o paciente para o qual demanda reflexão. O anonimato do paciente deve ser preservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, o psicólogo ou psiquiatra interessados receberá <em>insights</em> que ajudarão no desenvolvimento do seu caso e ainda, receberá a indicação de leituras relacionadas a fim de ampliar a sua compreensão do mesmo.</p>
<h2>Por que a supervisão é importante?</h2>
<p style="text-align: justify;">Jacques Lacan (1958/1998) dizia que o único impedimento para que o paciente conheça o seu inconsciente é o próprio analista. Na prática, isso significa que grande parte das desistências das psicoterapias ou das análises são motivadas pelas resistências do próprio terapeuta em ir mais fundo no inconsciente do seu paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, a possibilidade de se poder sustentar a identidade do ser psicanalista, que está longe de ser dada pelo aval de uma instituição, passa muito mais pelo percurso solitário e árduo do mesmo em suas próprias análises e sustentação de profissionais mais experimentados nesta arte.</p>
<h2>Forma de pagamento e agendamento da supervisão</h2>
<p style="text-align: justify;">O valor da supervisão online é o mesmo de uma sessão com a psicanalista, ou seja, R$ 180,00. Para agendar, o interessado deve primeiramente realizar o pagamento no botão abaixo. Depois de recebido o valor, a supervisora entrará em contato por e-mail para agendamento da supervisão.</p>
<p><!-- INICIO FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --></p>
<form action="https://pagseguro.uol.com.br/checkout/v2/payment.html" method="post"><!-- NÃO EDITE OS COMANDOS DAS LINHAS ABAIXO --><br />
<input name="code" type="hidden" value="2880C796B1B1FE0AA41B4FA12AE63757" /><br />
<input alt="Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!" name="submit" src="https://p.simg.uol.com.br/out/pagseguro/i/botoes/pagamentos/209x48-comprar-laranja-assina.gif" type="image" /></form>
<p><!-- FINAL FORMULARIO BOTAO PAGSEGURO --></p>
<h2>Quem é a supervisora?</h2>
<p>Ana Laura Moraes Martinez é:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Docente convidada do curso de Especialização em Teorias e Técnicas Psicanalíticas do Instituto de Estudos Psicanalíticos (IEP de Ribeirão Preto)</li>
<li style="text-align: justify;">Supervisora e docente do curso de Especialização em Psicoterapias de Abordagem Psicanalítica do Centro Universitário Barão de Mauá (Ribeirão Preto).</li>
</ol>
<h2>Formação acadêmica</h2>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Em 2011, concluiu <strong>Doutorado em Psicologia</strong> pela <strong>Universidade de São Paulo</strong>, com ênfase em Psicanálise.</li>
<li style="text-align: justify;">Em 2005 concluiu Mestrado em Psicologia pela Universidade de São Paulo, com ênfase no estudo do Desenvolvimento Humano.</li>
<li style="text-align: justify;">Formou-se em Psicologia pela Universidade de São Paulo (Campus Ribeirão Preto) em 2003. Desde então, dedica-se ao <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/atendimento-clinico-criancas.php">atendimento psicanalítico de crianças</a>, <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/atendimento-clinico-adolescentes.php">adolescentes</a> e <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/atendimento-clinico-adultos.php">adultos</a> no consultório.</li>
</ol>
<h2>Experiência Clínica</h2>
<p style="text-align: justify;">Durante muitos anos foi supervisora de estágios clínicos na abordagem psicanalítica e professora das disciplinas ligadas à psicanálise em cursos de graduação em Psicologia.</p>
<p style="text-align: justify;">No <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/">consultório de psicanálise em Ribeirão Preto</a>, dedica-se às atividades formadoras oferecendo <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/supervisao-psicanalise-ribeirao-preto.php">supervisão psicanalítica presencial</a> e coordena <a href="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/psicanalise-sigmund-freud.php">grupos de estudos sobre psicanálise</a> dirigidos aos estudantes de graduação em Psicologia e Medicina e aos profissionais interessados no tema.</p>
<h2>Escritora</h2>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignright" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/livro/livro-eu-clarice.png" alt="ebook eu clarice" width="146" height="281" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright" src="http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br/imagens/livro-diva-no-dia-dia-cronicas-do-cotidiano-sob-olhar-da-psicanalise.png" alt="livro do diva no dia dia" width="170" height="256" />Em 2011 publicou seu primeiro livro sobre Psicanálise intitulado “O divã no dia a dia: crônicas do cotidiano pelo olhar da psicanálise” pela Editora IELD.</p>
<p style="text-align: justify;">E em 2015 publicou de forma independente o que denomina seu primeiro romance psicanalítico intitulado “Eu, Clarice”. Além disso, mantém uma atividade constante como escritora em seu <a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/">blog de psicanálise e literatura</a></p>
<h2>Ficou interessado?</h2>
<p>Entre em contato com a Ana Laura. Ela irá lhe responder assim que possível.</p>
<p><!--more--></p>
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		<title>O paciente obsessivo e a psicanálise</title>
		<link>https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-paciente-obsessivo-e-a-psicanalise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2015 12:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pergunte ao psicanalista]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[Homem dos Ratos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas obsessivos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na semana passada recebi o contato da Aline pedindo-me para comentar sobre como a psicanálise pode contribuir para compreender o paciente que apresenta sintomas obsessivos. Ela escreveu: Olá, Ana. Gostaria de saber um pouco mais em relação ao paciente diagnosticado com TOC. Como são estruturadas as sessões? Qual o olhar da psicanálise em relação a &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-paciente-obsessivo-e-a-psicanalise/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">O paciente obsessivo e a psicanálise</span></a></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-paciente-obsessivo-e-a-psicanalise/">O paciente obsessivo e a psicanálise</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-1524 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download-150x150.png" alt="download" width="150" height="150" /></a>Na semana passada recebi o contato da Aline pedindo-me para comentar sobre como a psicanálise pode contribuir para compreender o paciente que apresenta sintomas obsessivos. Ela escreveu:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Olá, Ana. Gostaria de saber um pouco mais em relação ao paciente diagnosticado com TOC. Como são estruturadas as sessões? Qual o olhar da psicanálise em relação a esse sujeito? E por último o que fazer quando esse sujeito demonstrar resistência principalmente à associação livre?</em></p>
<h2 style="text-align: justify;">Meus comentários:</h2>
<p><span id="more-1594"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aline, em primeiro lugar é importante lembrar que, para a psicanálise, os sintomas são a manifestação econômica entre o conflito pulsional e a defesa. Nesse sentido, ainda que tragam sofrimento ao sujeito são importantes para manter sua economia psíquica. Por exemplo, o sujeito histérico produz o sintoma conversivo porque em algum momento ele teve que se a ver com um conflito: ou aceitava o desejo sexual como fazendo parte do seu ego ou recalcava-o, produzindo o sintoma. Com o obsessivo, a mesma coisa se passa, embora os mecanismos de defesa que ele utiliza são diferentes do histérico e do fóbico, por exemplo. Normalmente, o sujeito obsessivo está tendo que se a ver com uma grande carga pulsional agressiva e sexual (sua sexualidade é iminentemente agressiva) que ameaça irromper em seu ego fragilizado, que tem que se defender contra o risco de uma fragmentação psicótica. Para isso ele utiliza mecanismos de defesa mais primitivos, tais como, a formação reativa, a identificação projetiva e a negação.</p>
<p style="text-align: justify;">No texto &#8220;O homem dos ratos &#8211; notas sobre um caso de neurose obsessiva&#8221; publicado em 1909 Freud considerou explicitamente que a problemática do obsessivo está centrada na dialética entre medo e desejo, dialética que cria um curto-circuito entre a realização do desejo e a necessidade imediata de anulá-lo, por meio de rituais obsessivos. Por exemplo, um paciente obsessivo que passa horas de seu dia atuando rituais obsessivos de limpeza e ordem está, no seu inconsciente, tendo que lidar com desejos sexuais que ele considera sujos e imorais. Cabe ao analista ir ao encontro de conhecê-los e de nomeá-los ao paciente. Esta espécie de dicotomia pode ser explicada pelo paciente como se ele tivesse dois &#8220;eus&#8221;: um ordeiro e &#8220;bom&#8221;e outro que se sente possuído por desejos sexuais e agressivos intensos, normalmente de cunho perverso. Segundo Freud, este &#8220;eu&#8221; impulsivo e atormentado por desejos sexuais intensos corresponde exatamente ao que o paciente experimentava em sua sexualidade infantil ao qual o paciente permaneceu fixado. Ainda neste texto Freud é enfático ao dizer: o paciente obsessivo vivenciou na infância uma atividade sexual precoce e intensa. Esta atividade sexual masturbatória vem acompanhada de fantasias perversas exibicionistas e/ou voyeristas e sádicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista do desenvolvimento psicossexual, a psicanálise compreende que estes pacientes permaneceram fixados na etapa do desenvolvimento sádico-anal em que as condutas de controle das fezes / outro se faz presente e onde o sadismo estava no auge. Outro ponto importante é que estas pessoas não atingiram as vivências edípicas genitais em que a percepção traumática da diferença entre os sexos e a realidade edipiana com sua cena primária não pôde ser devidamente sustentada.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista estrutural, considera-se que a capacidade de representar psiquicamente a pulsionalidade nestas pessoas é bastante precária, por isso tende-se a pensar que o obsessivo está mais próximo do psicótico do que o fóbico e o histérico. Poderíamos dizer que o obsessivo usa as palavras como se fossem coisas. O “como se” na mente deles não existe. Uma pessoa saudável pode perfeitamente desejar que alguém que a irritou ou lhe fez mal morra porque ela pôde elaborar a contento a experiência de ser separada do outro e de que seu mundo interno e o mundo externo são coisas distintas. Nos sujeitos obsessivos esta aquisição não pôde se dar por algum motivo que precisa ser compreendido em análise. Daí que todos os seus pensamentos, atos e desejos tem o caráter de realidade externa. Agora vamos às questões da prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação à estruturação das sessões, as mesmas devem ser estruturadas da mesma forma que com qualquer outro paciente. Aliás, para este tipo de paciente com sintomas obsessivos, a estruturação do setting é ainda mais fundamental porque na medida em que o trabalho transcorre e, na medida em que as defesas obsessivas vão afrouxando, o risco da fragmentação psicótica é presente, fazendo com que o setting tenha a fundamental importância de oferecer um continente ao ego extremamente fragilizado do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão que se faz mais evidente é que o tratamento deste tipo de paciente é uma grande carga para o analista. Espera-se, portanto, que ele tenha conseguido elaborar em suas próprias análises suas vivências sádico-anais e tenha conseguido acessar em si mesmo suas partes psicóticas, algo fundamental para ele conseguir sustentar a transferência.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação a sua última questão, eu não compreenderia se tratar de resistência à associação livre o que eles apresentam em sessão. Na verdade, como estes pacientes graves estão muito próximos da psicose e, como eu disse, usam as palavras como coisas (e não como algo que representa a coisa em si), eles não conseguem associar livremente. Não é que estejam resistindo. É que eles não podem. Não sabem o que é utilizar as palavras para comunicar alguma coisa. A premissa básica da associação livre de ideias, segundo Freud, é que com o fluir livre de ideias, o psicanalista conseguiria chegar ao sentido latente do que está sendo comunicado, e este sentido latente seria a porta de entrada para o inconsciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que no caso da mente psicótica, não há sentido latente e sentido manifesto. Esta separação entre consciente e inconsciente, entre manifesto e latente, entre dentro e fora, entre interno e externo não existe. Esta diferenciação precisará ser criada no trabalho de análise. Por isso não há nada para ser descoberto ou desvelado em sua fala que tende a ser repetitiva, monótona e provocar tédio e sonolência ou irritação e rechaço no analista.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, se não há sentido latente para ser interpretado, com o que trabalhará o analista?</p>
<p style="text-align: justify;">Ele trabalhará utilizando sua própria contratransferência.</p>
<p style="text-align: justify;">Com este tipo de paciente, falas “como se” não tem qualquer tipo de eficácia porque eles estão em outro registro que não o neurótico. O analista terá que se oferecer e à sua mente para serem a mente do paciente, que nunca pôde aprender a representar seus conteúdos pulsionais. Com isso a capacidade de rêverie do analista é posta a prova e ele precisará buscar instrumentos em sua própria análise, em supervisões e em leituras que enfoquem o dinamismo das mentes mais primitivas. Outro elemento importante com este tipo de pacientes é a sobrevivência do analista. Parte do trabalho analítico é o de permanecer vivo e com uma mente funcionando, algo que irá sendo tomado com um modelo saudável de psiquismo para o paciente. Com estes pacientes é bastante frequente que eles se sintam surpresos com o fato de o analista ter conseguido sobreviver aos primeiros e difíceis anos de trabalho sem enlouquecer ou sem expulsá-lo das sessões.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você quiser aprofundar sua leitura, sugiro duas referências para você. A primeira é a do caso “Homem dos Ratos” de Freud. E a segunda é um livro lançado em 2002 por um casal de analistas franceses chamados César e Sara Botella. Neste livro eles apontam caminhos para que o psicanalista possa trabalhar com estes pacientes graves para os quais o método psicanalítico clássico não alcança seus objetivos a contento porque seus psiquismos estão fundamentados para além ou aquém da representação de objeto.</p>
<h2>Referências:</h2>
<p style="text-align: justify;">César, Botella &amp; Sara, Botella. (2002). <em><strong>O irrepresentável: mais além da representação</strong>. </em>Porto Alegre: Criação Humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Freud, Sigmund. (1996). Notas sobre um caso de neurose obsessiva. In: Freud, Sigmund. <em><strong>Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.</strong> (pp.137-277). Vol. X. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1909). </em></p>
<p><strong>            </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/o-paciente-obsessivo-e-a-psicanalise/">O paciente obsessivo e a psicanálise</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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		<title>Devo abordar o meu namorado sobre ele ver muita pornografia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2015 15:54:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pergunte ao psicanalista]]></category>
		<category><![CDATA[pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicanalista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou inaugurando este mês em meu blog uma nova e ousada atividade. No &#8220;Pergunte ao psicanalista&#8221; minha proposta será oferecer às pessoas a chance de conhecer a perspectiva e o modo habitual de conversar com um psicanalista. Selecionarei uma pergunta por semana feita por uma pessoa no Portal MundoPsicologos.com ou então enviada diretamente a mim pelo &#8230; <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/devo-abordar-o-meu-namorado-sobre-ele-ver-muita-pornografia/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Devo abordar o meu namorado sobre ele ver muita pornografia?</span></a></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/devo-abordar-o-meu-namorado-sobre-ele-ver-muita-pornografia/">Devo abordar o meu namorado sobre ele ver muita pornografia?</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-1524 size-thumbnail" src="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2015/09/download-150x150.png" alt="download" width="150" height="150" /></a>Estou inaugurando este mês em meu blog uma nova e ousada atividade. No &#8220;<strong>Pergunte ao psicanalista</strong>&#8221; minha proposta será oferecer às pessoas a chance de conhecer a perspectiva e o modo habitual de conversar com um <strong>psicanalista</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Selecionarei uma pergunta por semana feita por uma pessoa no <a href="http://br.mundopsicologos.com">Portal MundoPsicologos.com</a> ou então enviada diretamente a mim pelo e-mail e responderei à pessoa como se ela estivesse conversando com um <strong>psicanalista</strong>. Obviamente não se trata de substituir uma sessão de análise, pois isso não seria possível. Penso que este tipo de iniciativa pode ajudar as pessoas a terem um primeiro contato com o modo habitual de um psicanalista pensar e abordar as problemáticas humanas, modo que costuma ser diferente de outras modalidades psicológicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1514"></span></p>
<h2 style="text-align: justify;">Responsabilidade social do psicanalista:</h2>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de uso maciço da tecnologia, o psicanalista não pode se eximir de sua responsabilidade de ocupar estes espaços, o que significaria ele deixar de cumprir seu compromisso social e ético com o bem-estar comum.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Pergunta:</h2>
<p style="text-align: justify;">Nesta semana selecionei uma questão feita pela internauta Mônica. Ela pergunta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong> Devo abordar o meu namorado sobre ele ver muita pornografia? Estamos juntos há 2 anos, e sei que ele consome muita pornografia quando estou trabalhando. </strong></em><em><strong>Devo abordar o assunto? E se sim, como o faço?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Cara Mônica, eu imagino que para você expor algo tão sério acerca de sua intimidade é porque este problema com seu namorado tem tomado um grande espaço dentro da sua mente. Sabemos que a intimidade de um ser humano, assim como a intimidade de um casal é algo sagrado e que por esta sacralidade não podemos entrar nela de qualquer forma. Assim como não entramos de qualquer forma em uma igreja ou em santuário. Mas como você abriu as portas de sua intimidade em um espaço tão público e indiferenciado como a internet, senti-me autorizada a &#8220;entrar&#8221; em alguns dos sentimentos que você sugere em sua pergunta.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, pude perceber que você está bastante preocupada e angustiada com a delicada situação do seu namorado. Em sua pergunta parece haver implícita uma percepção muito apurada de sua parte de que ele talvez possa estar doente, seriamente doente. Sua doença em sua perspectiva não é uma doença do corpo, mas uma doença da alma, algo que você sente o estar tomando por completo e de forma compulsiva: um vício que se coloca entre você e ele. Segundo você parece sentir, o seu namorado está substituindo você e uma relação real com você por uma relação artificial e precária em termos emocionais com a pornografia. Digo que esta é uma relação precária e artificial porque a &#8220;relação&#8221; com a pornografia implica em &#8220;relacionar-se&#8221; com personagens, homens e mulheres, que fingem prazer ou, dito de outro modo, que estão envolvidos em uma atividade sexual puramente evacuadora de onde está ausente qualquer sentimento de vinculação amorosa. É um sexo mecânico, evacuativo. Com isso vocês ficam sem qualquer possibilidade de estabelecer uma relação íntima e verdadeira. E isso por si só é muito angustiante já que o ser humano necessita, para permanecer saudável psiquicamente, de relações íntimas. Daí senti que parte da sua angústia advém do fato de que você sente que o seu namorado está afetivamente indisponível para você. E isso me leva a pensar sobre um segundo ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei me indagando porque você está se submetendo a esta difícil situação há dois anos? Conjecturando sobre isso, arrisquei uma hipótese de que você talvez se sinta com uma autoestima muito baixa. Talvez, por sua autoestima baixa, você se sinta incapaz de: 1) conversar abertamente com ele e colocar seus limites; 2) averiguar consigo mesma se está disposta a permanecer numa relação em que o elemento intimidade e confiança estão sendo feridos; 3) imaginar-se sozinha efetivamente para, quem sabe, buscar relações de qualidade mais satisfatórias para você. Então, este parece ser o cerne de sua angústia. Pude intuir em seu comentário que você sente que se for falar com o seu namorado teme que ele se revolte ou brigue com você. Por isso, parece precisar pedir autorização de outras pessoas (dos psicólogos talvez?) para ter uma voz própria: uma voz que possa dizer a ele que não está gostando disso que ele está fazendo contra você e contra a relação de vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">Sugiro que você possa refletir sobre porque não pode se sentir autorizada a ter uma voz própria junto ao seu namorado? Ou porque não pode se sentir no direito de reinvindicar junto a ele o seu direito de ser respeitada? E de que modo isso pode estar sendo provocado por um sentimento de autoestima rebaixado de sua parte?  Também fiquei com a impressão de que, no fundo de você mesma, você sabe o que deve fazer, mas tem medo de não ser capaz de sustentar o seu ponto de vista ou, como eu disse, de manter firme a sua própria voz. Talvez você sinta que isso signifique você ficar sozinha ou o namoro ter que terminar. Mas, pelo que pude compreender do seu dilema você está se sentindo bastante só, mesmo ao lado do seu namorado!</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiver oportunidade, não perca a chance de refletir sobre estas questões que poderão a te ajudar a resolver não só o dilema junto ao seu namorado, mas a se sentir mais confiante em outros aspectos da sua vida. Agora se você desejar entender um pouco melhor sobre a compulsão de seu namorado por pornografia, pode ler um texto meu em que falo sobre <a href="http://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/cinquenta-tons-de-cinza-a-perversao-a-luz-da-psicanalise/">perversão</a>. Forte abraço.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/devo-abordar-o-meu-namorado-sobre-ele-ver-muita-pornografia/">Devo abordar o meu namorado sobre ele ver muita pornografia?</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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