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	<title>Blog de Psicanálise</title>
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	<description>Conheça o que é a psicanálise lendo o blog da psicanalista Ana Laura Moraes Martinez. Discussões de filmes, livros e temas que gerem reflexão e auto conhecimento!</description>
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		<title>Comentários sobre o filme Aos olhos de Ernesto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 14:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes comentados]]></category>
		<category><![CDATA[Aos olhos de Ernesto]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O post faz algumas reflexões sobre a velhice e a morte a partir do filme Aos Olhos de Ernesto.</p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/comentarios-sobre-o-filme-aos-olhos-de-ernesto/">Comentários sobre o filme Aos olhos de Ernesto</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-2293 size-thumbnail" src="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/wp-content/uploads/2021/01/download-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />O filme da diretora Ana Luiza Azevedo (2020) é um convite para enxergar a vida pelos olhos de Ernesto. Um homem na faixa dos setenta anos, parcialmente cego.</p>
<p><span id="more-2291"></span></p>
<p>Além de fotógrafo sensível, ex-militante e exilado político que teve que deixar sua terra natal, o Uruguai, por causa da ditatura.</p>
<p>Retrata a luta de Ernesto por manter-se autônomo, apesar das horrendas limitações da velhice, piorada pela cegueira.</p>
<p>Autonomia interior vivida em sua paixão pelos livros, pelas músicas e pelas memórias de luta na juventude, compartilhadas com a amiga e antiga namorada Lucía, com quem troca cartas.</p>
<p>O gabinete de leitura, que tranca a chaves, representando nesse aspecto aquilo que de mais sagrado existe para ele: conhecimento, privacidade e autonomia. Experiências cada vez mais ameaçadas com sua degenerescência física.</p>
<p>O filho, por amor ou por desconhecer a natureza indômita do pai, quer levá-lo para morar com ele; algo de que Ernesto se horroriza. Não quer “<em>depositar sobre os ombros do filho o fardo de sua velhice</em>”.</p>
<p>Lembra neste aspecto a tradição dos orgulhosos e autossuficientes povos esquimós onde os velhos iam morrer sozinhos nas montanhas quando já não eram mais úteis à comunidade.</p>
<p>O contraponto dele é Javier: seu velho vizinho que, perdendo a esposa, não suporta a solidão e vai morar com a filha. Dois modelos de velhice distintos. O de Ernesto talvez carecendo de uma força interior muito maior, que nem todos tenham. Talvez uma pequena minoria.</p>
<p>Ter vivido intensamente a vida e cultivado um mundo interior rico, como é o caso de Ernesto, parecendo ser crucial para esta vida interior forte. Que se traduz em temer menos a solidão e a morte, nos anos finais de vida. O que não exclui o horror de uma velhice incapacitante e de uma morte dolorosa e solitária.</p>
<p>Por afinidade, Ernesto se liga à Bia, uma jovem de vinte e três anos, cuidadora de cães, com quem estabelece uma bonita relação de enriquecimento mútuo.</p>
<p>Ele dá a ela estabilidade, cama e comida. Ela o ensina a mexer no celular e a não ser tão formal. Lê e escreve as cartas à Lucía para ele, estimulando-o a retomar a paixão interrompida no passado. Para ambos, a vida devendo ser vivida com paixão até enquanto se está vivo.</p>
<p>Extraem esta paixão compartilhada pela vida da língua, das letras e dos livros que amam. Ela o leva a uma roda de poesia, onde ele declama lindamente um poema do poeta e ensaísta uruguaio Mario Benedetti, intitulado <em>Porque cantamos?</em>.</p>
<p>Ora, encontrar afinidades é uma sorte. Não podia ser Bia sua filha?</p>
<p>Mas de outro lado a filiação é um peso. E Bia se assusta ao perceber o desejo de Ernesto.</p>
<p>Só que ele é um homem excepcional e não quer ser infantilizado, como os velhos costumam ser, sobretudo pelos familiares.</p>
<p>Quer continuar adulto e preservar sua dignidade até o fim. Isso não significando nem falta de amor à família, nem misantropia.</p>
<p>Por isso, Ernesto, em ato de profunda coragem, despede-se em carta do filho, deixa o apartamento para Bia e parte para viver o último capítulo de sua vida.</p>
<p>Retorna à cidade natal para viver (e morrer) na companhia de Lucía.</p>
<p>Motivam-lhe o fato de não querer ser um peso para o filho mas também o desejo de experimentar amizade e afeto numa relação de iguais. Como é a que se vive entre marido e mulher. Algo que os filhos não podem oferecer.</p>
<p><iframe title="André Morais | Por que cantamos | Poesia de Mario Benedetti" width="660" height="371" src="https://www.youtube.com/embed/x-4RDyrxhUE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Esse post <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br/comentarios-sobre-o-filme-aos-olhos-de-ernesto/">Comentários sobre o filme Aos olhos de Ernesto</a> foi publicado inicialmente em <a href="https://www.ribeiraopretopsicologia.com.br">Blog de Psicanálise</a>.</p>
<p>Acesse também o site da autora Ana Laura Moraes Martinez http://www.psicologiaribeiraopreto.com.br</p>
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