Uma mulher não passará pela vida sem experimentar algumas vezes o desprezo e o ódio de um homem por ela.
Continuar lendo Aspectos da psicologia feminina e violência contra a mulher
Uma mulher não passará pela vida sem experimentar algumas vezes o desprezo e o ódio de um homem por ela.
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Quando padeci de um quadro fisicamente muito doloroso há alguns meses não poderia imaginar que estava, sem saber, acumulando experiência para atravessar a onda do coronavírus.
Continuar lendo Medo e coragem em tempos de coronavírus: reflexões à luz de uma experiência pessoal
Milton Nascimento tem razão. Minas Gerais tem uma melancolia poética bonita demais. Estive visitando Inhotim e Ouro Preto e voltei cheia de reminiscências, desejosa de poder expressar um sentimento evanescente difícil de ser posto em palavras.
Vivi um momento poético hoje. Voltava pra casa de bicicleta ouvindo meu jazz favorito, e eis que encontro pelo caminho, andando rápido e com olhar baixo, o cachorro Negão: um bonito e simpático vira-lata que foi adotado por uns vizinhos nossos, a Ana e o Ângelo.
Há uma beleza dolorida na cena que deve ter se repetido em muitos lares do mundo todo neste último domingo de Páscoa: mulheres, por vezes idosas, cansadas e com dores pelo corpo todo, cozinhando para seus filhos, netos e, quem sabe, bisnetos.
Continuar lendo Por um sentido digno à existência da mulher: reflexões sobre um domingo de Páscoa

O filme“Bird Box” é um recurso simbólico interessante e que pode nos ajudar a compreender como, no âmago de uma experiência traumática, pode se dar a elaboração do que em psicanálise chamamos impulso de morte, a partir da personagem Malorie.
Tomando-a como modelo, ele também nos provoca a pensar que características de personalidade são favoráveis à sobrevivência na vida e quais não são.
Continuar lendo Bird Box: a vida em uma caixa de pássaros.
Sinto vontade de escrever algumas linhas para refazer a mim mesma o percurso íntimo que me faz lembrar porque, afinal de contas, gosto tanto desta época.
Continuar lendo Por um sentido natalino
As articulações produzidas neste texto são fruto de um curso que acabo de acompanhar com o Prof. Franklin Leopoldo e Silva intitulado Filosofia e Intuição Poética na Modernidade, disponível na internet.
Nele, pensando no ser poético ou na identidade do poeta, o filósofo nos instiga com as seguintes questões: na medida em que um dos traços fundantes da modernidade é a degradação e a perda dos valores estéticos e éticos, como pode o poeta viver num mundo sem poesia? Ou, colocado de outro modo, como poderia o poeta continuar a fazer poesia em um mundo sem ideal? Haveria ainda alguma poesia possível para este mundo?
Ela se chamava Miréia. Ou melhor, este fora o nome que Pedro lhe dera depois de encontrá-la numa gaiola minúscula em uma sala escura, órfã de pai, mãe e irmãos. A cena daquela galinhazinha que nunca pisara em grama, piando freneticamente, como que pedindo para ser adotada, fez vibrar alguma corda insondável do bom coração de Pedro que imediatamente, como para salvar uma alma do hiato da não existência, pegou a galinha, enfiou-a no carro e a levou para casa.
Sua esposa Clarice viu-o chegar com a galinha que o seguia pra lá e pra cá, cheia de orgulho por recém ter encontrado uma mãe novinha em folha para ela, e não pôde deixar de ver graça na cena. Afinal, não se sabia muito bem qual dos dois, se galinha ou Pedro, sentiam-se mais sortudos com aquele iniciozinho de amor que já prometia grandes belezas, mas também uma boa dose de dor, porque um não vem sem o outro.
Recentemente enterrei minha avó materna. Ela se chamava Maria. A mesma Maria da música de Milton Nascimento e Fernando Brant: uma mulher que merecia ter vivido e amado como outra qualquer do planeta. Mas, como comportada Maria que era a minha Maria ria quando devia chorar e estava mais habituada a aguentar do que a viver. Por isso se despediu da vida com os mesmos olhinhos tristonhos com os quais eu me lembro dela em grande parte da vida.