Já disse em outro texto o quanto caminhar prepara à contemplação estética da vida.
Desta vez, percorri quarenta quilômetros, rumo ao coração profundo da Canastra, acompanhada de um animado grupo de seis andarilhos, numa travessia de dois dias que partiu da Serra Preta, passando pelo Vale da Gurita até o Chapadão da Babilônia.
Continuar lendo Sete andarilhos no coração profundo da Canastra


Numa das primeiras cenas do filme, a luz do farol que ilumina o apartamento remete à iluminação de verdades que se preferiria manter no escuro, por seu caráter demasiado perturbador.
O estado de expectativa que antecedeu os últimos dias da viagem prenunciava as fortes emoções que viveria no Vale do Pati, rica região geológica da Chapada Diamantina, incrustada no coração do sertão da Bahia.
Já escrevi em outro texto como Minas Gerais me desperta impressões ambíguas e hiperbólicas.
* O artigo está sendo republicado em homenagem à morte do príncipe Philip, em 09 de abril de 2021.
Para Freud (1930), não há civilização sem justiça social, sendo aquela compreendida como o conjunto de sanções que a protege contra a ganância e voracidade do indivíduo.
O filme da diretora Ana Luiza Azevedo (2020) é um convite para enxergar a vida pelos olhos de Ernesto. Um homem na faixa dos setenta anos, parcialmente cego.
Se de um lado a psicanálise de Freud viabilizou a expressão do mal-estar do sujeito com seu sexo, de outro não escapou de reproduzir, em forma de teoria, o sexismo vigente (Dio Bleichmar, 1988).
Viver só tem sentido quando somos capazes de olhar para além de nós mesmos e dos nossos interesses particulares.